terça-feira, 30 de novembro de 2010

Folhinha

Novembro chegou com cara de setembro e, enfim, se acabou. Dezembro promete e a correria do final do ano já começou. Me lembro da frase de um certo professor da pós: “semana que vem é novembro”. Realmente, o tempo voa. E eu fico aqui torcendo para que os próximos dias sejam breves. Os últimos demoraram demais.

Semanas de pura euforia. Encontros, desencontros, telefonemas, comemorações, um post por dia (kkk tinha que falar isso kkkk). Uns dias mais felizes do que em outros tempos, outros nem tanto. Saldo final: curtição mesmo. Eu nem sabia que aquela energia ainda existia dentro de mim. Que gostoso, intenso, sensacional. Os casos? Prefiro não contar. São muitos, divertidos e inusitados. A ressaca nem deu conta de ficar. Ela foi rebatida algumas vezes.

Novembro está chegando ao fim. Pena! Eita mês maravilhoso. E agora? Tudo voltando ao seu devido lugar. Responsabilidade de volta. Uma necessária dose de stress e foco para brindar. Caminho certo. Dezembro vem aí.

Acelerador já. Mais para frente, daqui uns e poucos dias, é que eles podem voltar a andar devagar. Eu hei de mandar todos os ponteiros, pelo menos por umas poucas horas, não saírem do lugar. Ali, os três estáticos. Congelados. Paradinhos que só... Só eu para aproveitar!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Caminho

Acordar e sentir a vontade de viver é uma das melhores coisas deste mundo. A tranqüilidade invadiu a manhã de domingo. Uma paz sem igual acompanhada de um pão de queijo bem gostoso. Nada mal. O dia estava ensolarado mas com o clima fresco, cheiro de grama... E o programa ideal antes de uma tarde de prova: uma volta pelos caminhos antes frequentados, mas dessa vez com a minha querida Sra. Quintãozinha. kkkkk

Caminhando e conversando desbravamos um caminho conhecido há anos. O assunto perpassa os limites desta simplória passagem pela vida e engrandece o coração, o amor pela a vida. Ritmo nada acelerado, mas sem moleza... E chega-se a um dos locais mais belos, um visual sem igual. Sem pressa, assentamos sobre uma pedra no meio daquele nada tão grandioso e expõem-se devaneios sobre o que foi, o que é e o que está por vir. Esvazio a mente de stress, respiro fundo... Voltamos por um caminho diferente, observando o óbvio que dá lugar às preocupações cotidianas.

Momentos únicos e raros que devem se repetir com uma maior frequência. Tomei um banho demorado, fiz a leitura de uma revista semanal concomitantemente com as cenas assustadoras da invasão de favelas na minha amada cidade do Rio de Janeiro. Observada a necessidade de continuidade... O cansaço se foi embora e estava pronto para a prova. Muita energia da natureza, privilégio da inteligência, da companhia... Se conhecer e saber discernir a importância de momentos quânticos como esse, me levam a crer que o mundo é maior do que o imaginável.

Espiritualidade desprovida de qualquer fanatismo. Um contato com a alma. Rejuvenescimento da pisquê... Preparando o próximo passo, abrindo espaço para mais, para mais e mais... Para o bom, para o melhor. Para o eu, o meu e o seu. Discutindo entre os próprios neurônios. Brigando e conciliando. Aprendendo a ser o que se é e o que se quer. Vivendo um dia após o outro.


Ciência milenar desenvolvida em poucos anos de vida. A arte de aprender sobre a dialética da vida. Arte de viver, de planejar e pensar...

Abaixo uma música Caminho da Banda Alarido de BH! 

domingo, 28 de novembro de 2010

Não use Rider, não dê férias a seus pés...

Recebi esse email da minha amiga e grande publicitária Alice, e resolvi compartilhar com vocês!

Não use Rider, não dê férias a seus pés...
Nizan Guanaes

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansear, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios. O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.

Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.

E isso se chama sucesso.

Sensacional esse texto!

Em 2011, minha vida voltou a entrar nessa rotina maluca! Ainda bem já estava sentindo falta!

sábado, 27 de novembro de 2010

Todos devem assistir esse vídeo ao menos uma vez!!!


Esse video é mais do que um exemplo de vida, è um ensinamento, uma lição de vida!
De que nao devemos desistir por tão poucos erros, falhas ou derrotas,
Devemos seguir tentando até conseguir nossos objetivos. Nunca desistir!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Tapete Mágico

Já parou para pensar quantos sonhos cabem num único suspiro? Pouco tempo para tanta coisa. Criatividade, conectividade. Pode ser coisas cotidianas do tipo conquista, realizações, catástrofes, emoções, sentimentos... Depende do que prevalece no momento.

Dia desses hesitei e suspirei.  Por que eu haveria de interromper meus pensamentos? Mania desse mundo de vetar certas fantasias. Não entendo. Fantasias são das poucas coisas que temos só para nós. Podem ser dividas ou não. Logo, prefiro continuar. Me deixo levar por elas. Me encanto. Me transformo no que sei, no que não sei e no que sou e no que nunca serei... Faço meu voo solo.

Abro os braços e pairo no ar. Deixo meu tapete mágico me levar. Rasantes emocionantes observando o mundo de cima... Ah! É tão bom sentir o vento frio no rosto.

Estou longe, bem longe, quando percebo. Continuo a pairar. Ganho fôlego.  Encontro segredos que ninguém pode revelar. Ilusões. Realidades. Verdades. Nada de reparar no que se passa aqui dentro. Percebo até onde tico e teco podem me levar.

É hora de aterrissar lentamente..

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Manias

Conversando sobre manias, resolvi escrever algumas das minhas muitas, É um exercício diferente e divertido!

Não sei se será interessante para vocês! kkkk

Tenho mania de:

- Usar as notas autoadesivas do computador para me lembrar de horários, telefones e claro, coisas a fazer.

- Ecrever, escrever, escrever.

- Relógio, não saio sem ele.

- Água. Preciso dela o tempo todo.

- Colocar dois horários no despertador para me acordar. Tenho posso não ouvir e me atrasar... logo, melhor garantir.

- Fazer promessas que não consigo cumprir. Tipo: prometo que essa semana vou dormir bem cedo. Essa nunca funciona.

- Querer abraçar o mundo e depois me desesperar achando que não vou dar conta de tudo.

- Pressão. Parece que funciono melhor na correria, o que é ótimo no jornalismo.

- Escrever/trabalhar escutando música.

- Estudar, sempre na base de mp3 ou TV.

- Silêncio

- Observar

- Morder gelo.

- Tomar banho pelo menos 3 vezes por dia e tenho que lavar o cabelo todas as vezes.

- Rezar todas as manhãs, o Salmo 91.

- Barulho antes de dormir, sem ele o  pegar no sono fica difícil.

- Trident preto ou Halls vermelho.

- Sair de perto de quem está fumando.

- Perfeccionismo. Crítico, detalhista. Nem durmo se as coisas dão errado.

- Ler tudo sobre o Galo.

- Assistir jogos do Galo. kkk

- Assistir filmes.

- Lavar as mãos.

- Sorrir, dar risada, de tudo, o tempo todo. Até de coisas sérias... Não faz mal a ninguém e só traz coisas boas e ameniza muitas situações.

- Ficar sozinho.

- Odeio atrasar... sempre prefiro chegar antes.

- Ajudar a todos.

- Música todos os tipos, principalmente as do "lado b".

- Leitura. Livros, jornais, revistas, blogs seja o que for... preciso ler!

- Usar tenis, sapato só em último caso.

- Agenda. Indispensável. Tenho duas.

- Internet.

- Trabalho. Fico uma chato quando não tô trabalhando.

Nossa que tanto.... mais tem muito mais ainda... mais pra não cansar vou para por aqui! Até eu fiquei cansado de pensar nas minhas manias. kkkk Imagina vocês de lerem elas!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sem palavras

Estou, há horas, tentando escrever. E não consigo. Ora o texto fica explícito demais, ora piegas ao extremo. Que saco! Apago tudo. Quero detalhes em poucas palavras. É preciso afunilar.

A primeira página em branco. Começo a digitar.... As letras começam a se juntar, assim como aquelas milhares de cenas invadem a minha mente. Todas elas têm uma ordem cronológica e fazem até sentido. As seis perguntas do lead jornalistico são respondidas.  "O quê?", "Quem?", "Quando?", "Onde?", "Como?", e "Por quê?" e de maneira clara.  Mas há tanto mais para se descrever e inventar até completar a "pirâmede invertida".

Um dos episódios é persistente, reincidente ou as vezes inexistente. Seria bacana contar como é o lugar, o cheiro, a pureza do ar, os personagens .... Precisaria fazer um paralelo entre realidade e ficção. Contar como um cria o outro aqui dentro. Mas isso seria secreto? Ai, meus Deus!

Milhões de possibilidades. O enredo muda sem parar. E, em alguns momentos, nem sei que em qual ponto final quero parar.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Dormir???

Todos sabem que dormir faz bem para a saúde, mas eu tenho uma certa dificuldade. A minha famosa ansiedade de resolver tudo logo as vezes me impede! E sendo assim passo a ficar o tempo todo pensando em como fazer as coisas da maneira mais correta possivel!

Hoje durante uma consulta, a última do ano, até da médica me deu uma  uma bronca por eu estar dormindo menos de 7h por dia. Imagina, ela quer que eu durma 8, 9h, no mínimo. Parece brincadeira comigo. Assim fica difícil viver. kkkkkk Como vou fazer minhas coisas! kkkkkkkk

Mesmo que eu não queria concordar com a Dr. Marina, sei que as vezes meu corpo da sinais de cansaço extremo. Sabe quando  gente sabe que precisa dormir mas quando, antes de dormir, vai 'escrever' no celular uma mensagem pra alguém e acorda na manhã seguinte com o celular do lado sem ter mandado mensagem nenhuma, depois de tanto pensar no que ia escrever??? Então é um sinal!

Chega a dar raiva de mim ficar falando de sono aqui. Não sou eu quem sempre diz que dormir é perda de tempo? E acho mesmo, pensa bem: passo o dia correndo pra cumprir com minha lista de 'coisas a fazer' e sempre chego a noite com a sensação de que a lista só ficou ainda maior.

Se os tempos de sono fossem substituídos por tempo de produção, criação, lazer... até pra academia. kkk Não teria mais a desculpa da falta de tempo, né? Acho que não tenho tanta certeza da resposta... provalmente eu iria arrumar mais coisas para ter que fazer!!!! kkkk

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Momento Especial!

Objetivo Atingido! Meta alcançada! Que bom! Estou muito feliz comigo, esse foi o mês de maior número de post no Reflexões de um Jornalista. O meu post de número 165, vem em uma época muito especial para mim. Mesmo com a minha inicial descrença em conseguir esta meta, o melhor de tudo foi que consegui mesmo antes do final do mês. E cá entre nós acho que devo aumentar esse quantitativo, pois agora vou escrever sem ter aquela voz do meu lado dizendo: "não vai dar"! kkkk

Penso que mais este objetivo atingido pode ser creditado ao momento em que me encontro. Um momento único, especial. Sabe quando você está bem consigo mesmo, que mesmo quando as coisas não saem de fato como esperamos, e quando temos a convicção de que o que imaginamos... do que está por vir ... vai ser sempre melhor? Pois então, esse é o meu momento atual, feliz e acima de tudo ciente das coisas que desejo para a minha vida e que vou sempre correr em prol de conquistá-las!

O psiquiatra David Viscott escreveu essa frase abaixo, na época que dissertar sobre pensamento positivo, força natural dos acontecimentos e afins, era coisa que poucos faziam. (Não como as centenas de livros de autoajuda que temos hoje). E isso é algo que eu acredito muito.

"Sua vida é exatamente aquilo que você crê que vai ser. É no presente que se cria o futuro".
A palavra viajar sempre fez parte das minhas respostas. Quais as coisas mais gosto de fazer? Meus planos? Acompanhado quase sempre de ler, escrever, músicas. O verbo viajar esteve na ponta da língua e da caneta todas as vezes que precisei responder as perguntas acima.
Mas o viajar que quero falar hoje é minha viagem, diária, interna, de reflexão, de conhecimento, de saber onde quero chegar. A vida é uma loucura deliciosa. Vejo-a em situações sob uma perspectiva diferente e transformo ao passar por tantas experiências. Cresci e valorizei ainda mais minha existência e é após essa deliciosa viagem é que me encontrei.
“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é.”
Livro Mar sem fim - Amyr Klink
É um momento, que apesar de não ser completo já que sempre tenho a sensação que "falta alguma coisa "e de sempre "querer mais", (esse é outro problema meu! Meu pai já dizia kkk) é muito especial. Mas esse "faltar" não me desanima, pelo contrário, é inspirador, pois sei que minha vida pode se tornar ainda melhor! Mas digo-lhes que posso considerar o meu momento atual, sem medo de errar, como o momento mais feliz da minha vida! E mais, sendo assim, que o que estar por vim vai ser melhor ainda!

AINDA BEM!

Uma música que acho que se encaixa nesse "momento"!




domingo, 21 de novembro de 2010

Processo de criação!

A escritora Adriana Falcão contou que, toda vez que precisa escrever um texto, sua cabeça passa por sete estágios sempre na mesma ordem:

"1. Não vou conseguir.
2. Toda vez eu penso isso.
3. E se eu ligar pro cara e disser que eu tive uma crise renal?
4. Toda vez eu também penso nisso.
5. Bem que eu poderia encontrar um texto guardado que não serviu pra outra coisa e servisse pra eu usar aqui.
6. Toda vez eu procuro e não encontro.
7. E se eu me matar?"

Quando ela resolve se matar, começa o desespero e se vê como uma derrotada, incompetente. Depois resolve tentar escrever, e começa a gostar do que produz, saindo da crise. Achei muito engraçada essa história porque baseado nos fatos do meu dia-a-dia me identifico muito. Sempre disse que nunca faria publicidade e propaganda porque não teria criatividade suficiente para, todos os dias, criar alguma peça, algum produto diferente. Mal sabia eu que o jornalismo também exige muita criatividade, exige o diferencial: sejam nas matérias mais longas ou nas pequenas notícias. 

Começo a escrever minhas reportagens ou minhas reflexões com uma sensação de "vai ficar horrível" e só começo a me convencer do contrário quando estou lá no meio da escrita e tudo está indo bem - tolinho, como sempre no final tudo acaba bem. O feedback das pessoas que lêem acaba comprovando isso. Daí fico feliz pensando que da próxima vez não vou me desesperar, mas não adianta, essa tensão parece fazer parte do pacote quando a gente decide escrever seja como jornalista ou como um (a) escritor (a) por hobby. 

Funcionamos muito bem sob pressão e muito melhor com grandes emoções... e não saberíamos viver sem isso. :)

sábado, 20 de novembro de 2010

FELIZ!

"Quando eu penso que você está recém aprendendo a voar, te vejo decolando com facilidade"

Ouvir essa frase, nesta sexta-feira, do meu ex-diretor Luiz Miguel, foi de muita valia pra mim. Fico feliz quando consigo superar as minhas expectativas e das outras pessoas. Sou leonino, lembra? kkk Adoro agradar, odeio não suprir com o que esperam de mim e, principalmente, com o que EU espero de mim.

Me cobro mais do que qualquer pessoa possa imaginar e até por isso os elogios não me envaidecem ou iludem. Me deixam com um sorriso de orelha a orelha e enchem meus olhos de lágrima, sim. Mas assim como tudo na vida é momentâneo: a vida real sempre me alerta. Eu tenho ciência de que não sou nem um terço da profissional que pretendo me tornar e o muito menos tipo de pessoa que quero ser.

No imediatismo do mundo atual unido à minha impaciência aguda faz com que a ansiedade e a tensão falem mais alto. Mas toda turbulência passa quando me dou conta que nem nos meus melhores sonhos de 8, 9 anos atrás imaginava viver tudo o que tenho vivido. Olho para todos os lados. Norte/Sul, Leste/Oeste e mesmo assim custo a acreditar.

Desde coisas mais banais, como sair pra jantar fora, fazer tudo  a hora que eu quiser, fazer, até coisas mais sérias como me sustentar, pagar minhas contas e inclusive já ter planos maiores ainda. Sem contar com todas as oportunidades profissionais... com os aprendizados, improvisos, os lugares e pessoas que tenho conhecido e as lições que o jornalismo me ensinou praticamente todos os dias.

Olhar em volta e ver o quanto a minha vida se transformou, aliás, têm se transformado em pouquíssimo tempo é gratificante demais. Ninguém pode imaginar o quanto isso me faz bem. O gosto é ainda melhor porque não caiu do céu... tudo conseqüência de trabalho, estudos e das próprias (e chatas) cobranças que citei no início do texto.

É claro que alguns verdadeiros anjos apareceram na minha vida nesse meio tempo e foram fundamentais em todo processo... pessoas que acreditaram e continuam a acreditar em mim, me ensinaram muita coisa sobre vida e trabalho, me fizeram ter sempre os pés no chão e não me deslumbrar e, claro, contribuiram muito com tudo que penso hoje. De outro lado, aqueles que me puxaram pra baixo... esses são tão essenciais quanto. Ao invés de prejudicarem, me alimentam, me deram capacidade, força, coragem e motivação pra achar uma fresta qualquer ou pular a mais alta janela.

Nessas alturas, agradecer por tudo já me parece pouco. Mas é o que me resta e é o que eu não canso de fazer: OBRIGADO DEUS! OBRIGADO VIDA!.

FELIZ ANIVERSÁRIO

GOSTARIA DE DEIXAR REGISTRADO, NESTE SÁBADO 20 DE NOVEMBRO, OS MEUS PARABÉNS PARA O MEU IRMÃO SÉRGIO AUGUSTO! 

SÉRGIO, 

TE DESEJO TODA A SAÚDE E A FELICIDADE DO MUNDO!

ABRAÇÃO

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O RESTO DA VIDA QUE IMPORTA!

Meu interesse está no futuro porque é lá onde irei passar o resto da vida.

Mais um ciclo que se fecha, mais uma porta que se abre! Que bom!!!

Tô muito feliz! Muitas novidades!!!

Tenho muito coisa pela frente, coisa boa! Minha vida deu um giro de 180 graus, e foi tudo tão de repente! Que bom! Mas depois eu conto aqui...

Ah e esse "postinho" não serve para eu atingir minha meta.. É que nao estou me aguendando em alegria, por isso quero compartilhar com vocês tb!!

Ainda faltam 3! kkkkk

Quase desisti...

Verdade, hoje quase desisti mesmo! Isso é raro quando se trata de alguma coisa que acho tenho condição de realizar. 


No final do mês de outubro tracei um objetivo. Pensei comigo que iria bater o meu recorde de posts mensais no blog, pela primeira vez, me comprometi comigo a escrever pelos menos 22 posts (um a mais do necessário) no mês (que seriam os dias do mês tirando os finais de semana. Vai que a ressaca não me deixasse escrever kkkk), até ontem tinha mantido uma média de 1 post por dia (muito melhor do que esperava). pensava vai ser mole chegar lá, até que chegou essa sexta-feira.

Hoje quando sentei para escrever nada me veio a cabeça e para os que acreditam em superstição hoje nem é sexta 13 kkkkk. Pensei em escrever coisas "bobas" rapidinhas, para ficar livre logo, mais acho que isso não seria justo comigo e nem com vocês pois não é esse o objetivo do Reflexões de um Jornalista. 

Pensei melhor, como faço nos últimos tempos, e falei comigo mesmo que iria tentar me manter focado no que me propus a fazer. Ai cheguei a conclusão que vou escrever sobre esse conflito pessoal que estou vivenciando! 

Fatores que me levaram a mudar de ideia: 

1º- Achei que deveria ao menos tentar, acho devia isso para mim.


2º- Devido a uma conversar que tive ontem sobre algumas coisas que ocorreram no blog no início do mês e chatearam um pouco.

3º- Uma música que uma amiga me pediu que eu escutasse, falando que tinha haver com o "REFLEXÕES DE UM JORNALISTA", juntamente com uma "espécie de conselho" no email. Coisas de só quem me conhece. E olha que ela nem sabia dessa minha "peleja interna". Mas me motivou mesmo assim! Ainda estou pensando se conto para vocês, mais acho que esse não é o momento ainda! Afinal acho que a música e o conselho são um post em potencial. kkk

4º- O objetivo está muito próximo de ser realizar, uma vez que com esse post só irão faltar outros dois.  Ai quem sabe poderei descansar por tempo indeterminado... kkkkk Brincadeira! kkk


Desculpe por expor mais uma "fraqueza" kkk minha para vocês, mais ao contrário do que muito de vocês podem pensar, escrever sobre a "Anotações sobre a vida como ela é - ou acaba sendo, ainda que não devesse, na maioria das vezes" também é deveras complicado! kkkk
Vamos ver se eu consigo!!! kkk

Agora vou fazer igual o Zagallo: Só faltam 3! kkk

Tenham um bom dia! 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

MUNDO PARARELO

Gira, gira, gira e me leva pra mais perto do meu real lugar. Não pára esse mundo, porque eu não quero descer! Em outro mundo, no meu mundo. No qual a introspecção tranformou-se em extroversão. Onde a razão luta com o coração.

Nas palavras rimadas que digo para mim mesmo e descubro que não sou um só ser. Sou um galeril, uma dupla, um grupo de amigos fiéis e inseparáveis. Isso tudo existe dentro de mim, é o que me move e me faz parar. É o que vejo, o que sinto, o que penso, o que falo e não digo, o que digo e não falo.

Estar sozinho sempre acompanhado. Junto de pensamentos, críticas e comentários. Junto de mim e longe de vocês. As pessoas que me habitam me preenchem de euforia e trazem calmaria. É que em conversas intermináveis, elas me acalmam, acalentam meu peito e destroem o meu despeito.

Como é bom! Como é bom! Saltito, passo vassoura, rodo e esfregão. Limpo a casa e, ao mesmo tempo, a mente. Esfrego, torço, estendo e passo. Crio uma rotina descontraída, invento o que fazer e o que dizer.

O mais legal é chegar ao final e ter certeza de que mesmo sendo tanta gente, sou sempre o mesmo cara transparente. Sim, assim sou, pois sei quem sou, pois me vejo no espelho, no sofá, na cama e na mesa de jantar. Me olho de dentro pra fora e de fora pra dentro. Não sofro com o corrido passar do tempo. Com os passos largos das pessoas que transitam pelas as ruas que não conheço, com os costumes que tenho que adquirir.

Segunda vai ser tudo igualmente diferente. Preparo meus neurônios, espanto a insônia e sinto meu corpo fervendo e doendo. Tomo um Dorflex – santo remédio!  Na internet falo com os amigos!

Este é o meu mundo, outro mundo. Peça permissão para entrar! É bem provável que eu autorize. Mas antes leia a minha constituição com atenção. Tem que cantar, ser feliz, agradável, econômica e organizada. Tem que ser alegre, tem que conversar até o amanhacer, nunca negar um copo de cerveja ou uma taça de vinho. Sorrir é obrigatório. A simpatia é a alma de tudo o que criei.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Vácuo entre momentos

Existe coisa melhor do que viver momentos intensos e únicos. Desfrutar do que se gosta, de boas companhias, aproveitar oportunidades que temos... Cada ocasião faz um ladrão e isso não é crime, não é condenável, mas como tudo nesta vida, tem conseqüências. O complicado é o vácuo que fica entre um acontecimento e outro. Um branco geral. Sem chão, sem teto, que amarra as lembranças.

Você gosta de esperar? Esse é um  verbo que a esperança está completamente ligada. Ela é tipo melhor amiga “esperar”. É prima da “expectativa” e uma espécia de ovelha negra da familia do “desesperar”.

Melhor calar e acalmar. Aguardar, deixar o tempo passar, apesar de isso não ser a coisa mais agradável do mundo. Um rio de coisas está para rolar por debaixo desta ponte. Então vamos nos debruçar na beirada, sentir o vento bater na cara. Há muito o que realizar sem contar ,com quem sabe, uma tempestade de felicidade e prosperidade que pode estar prestes cair a sobre a cabeça. Mais essa a previsão do tempo não pode prever!

Enquanto a hora não chega, aproveito para flutuar no vácuo, para esvaziar... Abrindo os braços para receber um momento  que pode acontecer. Ah! Vale lembrar que apesar de ter sido batizado como vácuo, o aqui descrito não pode ser desmerecido como um bom momento. Tempo de reflexão e instrospecção que acrescentará, e muito, nas realizações.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Um sonho...

Acordei tarde, bem tarde, perdi a hora, sonho confuso, Freud certamente explica muito bem o que se passou na telinha da minha mente enquanto eu dormia. Eu ainda não recorri a ele para saber do que se trata. Ainda não quero entender, só sentir, tentar lembrar.

Desejos da vida real que continuam vivos. Foi estranho, mas foi bom. Tudo entrou num compasso diferente. E, quando despertei, achei que estava em outro tempo, em outro lugar. Onde estou? Pra onde vou?

O espaço redecorado com móveis antigos, arquivos de ferro vintage, gavetas de emoção. Livros, musicas,  em caixas pelo chão. Um janelão, plantas, outra organização. 
Olhares intensos e cruzados que se desarmaram e se encontraram. Meus exemplos de vida ali presentes. Todos falavam, mas eu só ouvia uma voz. Deu para sentir pele e cabelo.

Despertei sem mais nem menos sentindo aquele cheiro bom. Abri os olhos e levitei. Matei uma saudade que pedi que fosse eterna. E me questionei. As vezes, talvez, eu esteja apenas tentando usar a minha razão. Foi um sonho, apesar de nada ser em vão.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Dia Feliz!

E hoje é um daqueles dias felizes. Acho até que posso definir como um dia abobado. É, isso mesmo. A gente ri, ri, ri de tudo e nem sabe porquê. Sai abraçando todo mundo, cantando. Pode ser que você esteja me achando um louco agora, mas do fundo do coração desejo que você tenha um dia desses sempre que ele for possível, sinta-se livre! Faz tão bem pra alma... Uma música que cai muito bem nesse espírito, e aconselho que escute, é Life is Wonderful, de Jason Mraz:





Life is Wonderful

It takes a crane to build a crane
It takes two floors to make a story
It takes an egg to make a hen
It takes the hen to make an egg
There is no end to what I'm saying

It takes a thought to make a word
And it takes some words to make an action
And it takes some work to make it work
It takes some good to make it hurt
It takes some bad for satisfaction

Ah la la la la la la life is wonderful
Ah la la la la la la life goes full circle
Ah la la la la la la life is wonderful
Ah la la la la

It takes a night to make it dawn
And it takes a day to make you yawn brother
It takes some old to make you young
It takes some cold to know the sun
It takes the one to have the other

And it takes no time to fall in love
But it takes you years to know what love is
And it takes some fears to make you trust
It takes those tears to make it rust
It takes the dust to have it polished

Ah la la la la la la life is wonderful
Ah la la la la la la life goes full circle
Ah la la la la la la life is wonderful
Ah la la la it is so...

It takes some silence to make sound
And It takes a loss before you found it
And It takes a road to go nowhere
It takes a toll to make you care
It takes a hole to make a mountain

Ah la la la la la la life is wonderful
Ah la la la la la la life goes full circle
Ah la la la la la la life is wonderful
Ah la la la la la la life is meaningful
Ah la la la la la la life is wonderful
Ah la la la la la la

domingo, 14 de novembro de 2010

Reencontro e nada de dúvida!

Muitos dias movimentados. Criticas. Expectativas, horas bem acompanhado. Eu já não me via mais sozinho. Já não fazia mais sentido sem companhia. Novidades, emoções, surpresas o tempo inteiro. Mas será mesmo que é quando está tudo em movimento que a nossa essência se espalha pelo ar? Não acho que eu me perco. A verdade é que eu já não me lembrava mais de mim assim: completo e quieto. Pois agora consegui compreender. Saber quanto realmente vale sentir a realidade que se passa num mundo diferente e nada distante. Foi um momento em que lembrei de não mais me esquecer do que se passa aqui dentro.

Percebi os sonhos. Para comer como antes. Respirar fundo.... E os cheiros, os amores, os temores. O peso dos anos. Experiências, tentativas. A felicidade da família. A proteção de outras almas. A sorte grande. A paz e a harmonia. A revolução que gera uma simples fugidinha. Por instantes uma pedra no caminho pra eu me incomodar com a que estava dentro do sapato. Dor e alívio que de uma única pessoa. E todos os pensamentos. 

Devaneios sobre como eu não me lembrava como era ser assim. De sentar na cadeira e escrever sem preocupação. De ler, de ver televisão. De não dar nenhum tipo de satisfação. De não marcar horário. De beber e comer. E dar vazão à inspiração. Deixar correr nas veias.

Ei! Estou aqui sempre! Até mesmo quando se esquece que eu existo. Sou seus pais, avós, amigos. Sou sua galera. Sua energia. Sou sua vida!

Ouvir tudo isso me deixou baratinado. Por horas calado, compreendi. Vi que estava fazendo pouco de quem sabe tudo de mim. De quem por mim sente o maior amor do mundo. Deixei o silêncio entrar e começar a falar. Fazer o favor de não interromper. De não atender o telefone. De me desligar das novidades. De parar de sair e começar a entrar. 

Momento egocêntrico. Eu sentia saudades e não sabia. No primeiro instante achei que ia dar um "sentimento diferente". Porque tudo sempre se modifca. De que maneira acalmar? Como fazer uma dor que não existe sarar? 

Tenho que me controlar. As coisas acontecem e a minha intuição aguçada cessou por uns dias.  Talvez tenha sido um giro rápido demais. Sem que eu percebesse. Sem que fosse possível filosofar a respeito. Cartas à  mesa, pesos e medidas, tudo junto e misturado! Quem bom que foi assim! Idéias cada vez mais claras! 

Confesso ainda estou dormente. Mas chega a hora de acordar. Obedecer despertador. Tenho vontades que não consigo identificar. Quem dirá então saciar.... Mas tenho calma, tenho força. Sinto fome não sei de quê. Tenho medo sei bem porquê. Mas o incenso está aceso. E o meu desejo também. Vivo, prossigo!

sábado, 13 de novembro de 2010

Sábado Solidário

Dá pra acreditar que nos últimos anos o número de doadores de sangue diminuiu? Enquanto, infelizmente, a demanda não para de aumentar. É triste constatar que a essa realidade. Em que mundo estamos?

Hoje doei sangue voluntariamente no Hemominas. É a quinta vez doei em nos últimos 3 anos, e toda vez me sinto melhor em ajudar os outros.  E confesso que já me sinto bem com uma agulha enfiada no meu braço e com 450 ml do meu sangue saindo dali...kkkk  E o melhor que podemos fazer tudo com hora marcada. Só precisei "perder"  menos de uma hora do meu dia pra colaborar sem motivos! E para se ter ideia que nada de mal acontece é que eu fui direito para a aula, como se nada tivesse acontecido!

Lá conversei bastante com a médica do hemocentro e ela me disse que é quase raro alguém doar sangue de forma voluntária. Só pra vocês terem uma idéia, eu saí de lá quase as 8h... até esse horário, no dia de hoje, apenas 5 pessoas tinham doado! Desses, SOMENTE eu era voluntário... tem noção? O outross eram todos parentes ou amigos de pessoas hospitalizadas que precisavam daquele sangue. No mínimo, lamentável. Segundo a Dr. Érica a média de doação diária no Hemomenos é de 30 pessoas, sendo que 5 são voluntários.  Ela ainda ressaltou que no Brasil todos os dias mais de 5 mil bolsas de sangue pra serem utilizadas em casos de acidentes, cirurgias, em hemofílicos, etc, etc. Logo... não esperem acontecer na casa de vocês, na família de vocês, pra perceberem o quanto é legal colaborar sem motivos e o quanto existe gente precisando!

Muitas vezes esperamos uma oportunidade pra fazer uma boa ação? Pois é. Ao contrário do que planejamos na maioria das vezes, não é preciso ser rico pra ajudar os outros. 450ml do seu sangue, por exemplo, pode salvar nada menos que oito vidas. E eu insisto: você sentir tão bem com uma agulha enfiada no braço. Aliás, o intuito dessa frase é causar impacto mesmo! kkk É pra que de repente cresça uma pontinha de consciência por aí. Pra que lembres que enquanto vai dormir tranqüilo no conforto de casa, milhares de pessoas agonizam numa cama de hospital a espera de um sangue que poderia ser o seu. 

Chego a sentir vergonha ao divulgar esse dado, justo na capital da qualidade de vida! Mas enfim... pelo menos hoje, mais uma vez, fiz a minha parte.

Fica aí a minha sugestão então: faz um bem gigante para os outros e mal nenhum.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Provérbios jornalísticos

Recebi esse email de uma amiga jornalista e não me contive! Só para descontrair um pouco!


Provérbios jornalísticos

Diga-me com quem andas que eu publicarei na revista de fofocas.


Depois da tempestade, vem a matéria de enchente.

Em terra de pessoa jurídica, quem tem carteira assinada é rei.

De follow-up em follow-up o assessor de imprensa enche o saco

Aqui se faz frila, aqui não se paga.

Atrás de um grande repórter de TV, há sempre um grande produtor.

Quem indica amigo é.

A pressa é inimiga da boa apuração.

Não há folga que sempre dure, nem plantão que nunca se acabe.

Mais vale um frila na mão do que cem vagas de correspondente internacional voando.

Não adianta chorar sobre o furo tomado.

Em redação que tem estagiário bonitinho, jornalista cultural caminha de costas.

Quem tem boca vai à coletiva de imprensa filar um rango.

Devagar se perde o deadline.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

We All Want to Be Young!

Queridos amigos, 

Recebi por email esse video há alguns dias, tentei postá-lo e não consegui. Mas para minha sorte encontrei ele no site abaixo e sendo assim posso compartilhar com vocês.

Achei muito interessante!



Espero que gostem! São só 10 minutos!

Fica a dica!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

MIL COISAS NA CABEÇA

Ontem a minha "timidez" foi pauta de uma longa e agradável conversa com uma pessoa querida, e  juntamente com esse diálogo, nos últimos dias, outras pessoas, também queridas, comentaram um certo, digamos, desvio/mudança de comportamento por parte de minha pessoa diante nos últimos tempos (diferentemente da primeira situação a conversa já não foi tão agradável assim kkkk). 

Diante desses diálogos, pude percerber uma certa dialética a respeito disso. Como sempre, minha cabeça não para de pensar,  não consigo ficar sem pensar nas coisas que escuto, principalmente quando se tratam da minha personalidade. Uma vez que sempre procuro me entender, me conhecer.

Sim, sou tímido! Isso é fato ponto. E muitas vezes isso me incomoda muito, outras não, podendo até mesmo me prejudicar. Mas não sei me enquadro no conceito de timidez na acepção da palavra. E é por isso que acredito que todas as pessoas são tímidas em graus diferentes, todos os seres humanos são, em algum momento de suas vidas, afetados pela timidez.  Pra mim, timidez é um conceito muito difícil de definir, mais cada vez mais a associo-a "minha timidez" na verdade a uma espécie de "ansiedade social".

Inclusive, por mais que muitos não concordem, acho que a ansiedade, essa sim é a minha principal "des-qualidade" (para não dizer defeito kkk)  que mais me incomoda. Vivo a ansiedade, para mim viver assim é ter ao receio do futuro. Me sinto ansioso quando há algo que eu queira ou tema, ou dúvida que este algo irá acontecer ou tenho receio do que venha a acontecer. Esse tipo de sentimento me faz mal e está sempre ligado algo do futuro.

Eu sou muito assim, muitas vezes deixo de viver o presente e esqueço que ele é a única coisa que podemos viver. Tento seguir uma linha divisória de tempo necessária ao meu crescimento, mas muitas vezes é dificil, sempre busco equilíbrio emocionalmente e psicologicamente. Tendo o máximo possível seguir nesse equilíbrio e aproveitar as diversas oportunidades que a vida me dá e principalmente se eu não viver o meu momento de agora. Quando entro em estados de ansiedade, me desequilibro totalmente minha capacidade de criar, de transformar, comunicar e digamos até em conviver comigo.

Às vezes tenho  a sensação de que me falta algo. É um estado de pré-ocupação permanente e aí não sobra tempo de viver em harmonia. ... Tenho sempre que me preocupar com o que há de vir. Não consigo me concentrar no que preciso fazer. Sinto que tenho em minha cabeça ou coração alguma coisa que me desvia do momento presente e me dá uma sensação de que posso perder alguma coisa importante...

Tomando essa minha explicação como base vou começar o outro lado da conversa! kkkk Tenho dificuldade de me expressar com pessoas que à principio não conheço, isso é o que mais incomoda na minha timidez. Quem convive comigo sabe que não tenho vergonha de me expressar e muito menos deixo de falar as coisas que penso, e muito vezes peco pelo excesso de coisas que falo sobre determinado assunto, como diz Luciana, a minha irmã psicóloga, você tem que parar de "pontuar", questionar os outros. E é ai que me pergunto: Onde está a timidez nisso???? Me pergunto com frequência.... E nesse sentido, que muitas vezes posso ser mal interpretado e considerado como uma pessoa que "está diferente/que está mudado/não é mais o mesmo". 

Tenho certeza que não estou diferente e nem mudei meu comportamento com qualquer que seja a pessoa, porque sempre parto do pressusposto que tenho que seguir as minhas convicções, e sempre vou seguir isso. Porém as pessoas não param para pensar que posso agir, sentir e pensar de uma forma diferente delas e  sendo assim eu passo a ser o "diferente" na história. Por mais que sejamos amigos e que eu considere as pessoas, não sou obrigado a aceitar tudo e muito menos que fazer o que eles acham certo. O respeito a pessoa e aos pontos de vistas diferentes deve sempre existir em todas os segmentos de nossas vidas e entre amigos muito mais. 


Sei que muitas vezes peco por confiar nas pessoas, de não saber me entregar pela metade a nada, nem sem emoção, nem sem alma. Isso que dá ser um louco apaixonado pela vida, eu acho tudo lindo, fenomenal, e que devemos aproveitar tudo. Mais se erro ou acerto fazendo isso é uma questão, uma luta entre eu e eu. E se agora eu estou assim é porquê (sem ter certeza se esse porquê é junto, separado, com ou sem acento - bem, não me importa, por hoje quero ignorar que existem regras na Língua Portuguesa)? Porque eu escolhi. Porque eu quis. porque só eu posso decidir o que é melhor para mim. Uma conclusão boa ao final de tudo.

E deixo claro que este post não é uma reposta a ninguém, afinal de contas já falei com essas pessoas muito mais coisas que coloquei aqui, apesar de toda minha "timidez" kkk. Encaro esse post apenas como mais uma reflexão acerca dessa criatura que escreve.

Também quero agradecer a todos que tiveram paciência para chegar ao final. kkkkkk

terça-feira, 9 de novembro de 2010

PRÓLOGO

Muitas vezes acho que sou meio inocente para algumas coisas. Muita gente estufa o peito pra falar que os amigos de verdade não preenchem os dedos das mãos, mas eu faço questão de ultrapassar esse montante - ainda que vez ou outra precise pagar o preço de tal decisão. Explico: é claro que por confiar demais em todo mundo e/ou falar sem papas na língua sobre minhas opiniões, já me decepcionei e cheguei a repensar a maneira como me relaciono com pessoas.

Depois voltei atrás. Sinto-me, de verdade, leve e feliz e sempre penso que as pessoas agem comigo da mesma forma e consideração que tenho com eles. Sempre acreditar nas pessoas, no Ser Humano em si, esse é meu lema. E quando percebo que não é bem assim, bom, aí nem queira saber. O fato é que não vou tornar-me uma pessoa quieta, fechada e, pior, desconfiado por causa do cinismo alheio. Porque quem convive comigo sabe... esta "exposição" no blog nada mais é do que uma extensão da maneira como levo a vida. Passar um dia "comigo" é, no mínimo, saber pelo menos mais  50% de mim.

Por mais dificil que isso possa paracer para alguns kkk , gosto de conversar, contar e ouvir histórias, dividir e compartilhar situações felizes ou difíceis, comuns ou nem tanto. Também gosto de receber conselhos, apesar de na maioria das vezes sigo contramão do que muitas vezes me recomendam por aí.

Acima de tudo dou muito valor as pessoas, mas não suporto saber de certas coisas... de como existem pessoas que batem nas nossas costas e agem de outra forma, ou ate mesmo tentam desfazer de outras que gosto pessoas para tirarem um futuro aproveito.com elas (das pessoas que gosto) ou comigo mesmo. "Amigos" que fazem isso não merece o valor que dou a essa palavra. Mas mesmo com todos os intempéries, não vou viver "andando como se estivesse pisando em ovos" ainda acho melhor ser como sou e continuar a acreditar nas pessoas, a vida assim se torna mais bela e com a convicção que sou uma pessoa muito melhor que esses "amigos"! Ainda bem!

domingo, 7 de novembro de 2010

PENSAR NO INÍCIO, PARA ENTENDER O FIM

Os Sábios são aqueles que prevêem o futuro, diz um provérbio oriental. Mas ao contrário do que o senso comum pensa, não é por que ele saberá antes de todos o que irá acontecer e com isso poderá tirar alguma vantagem, é pelo simples fato de que, sabendo ele as consequências de seus atos, ações, pensamentos e sentimentos, evitará assim, de alguma forma sua postura, sua forma de agir no presente para não sofrer no futuro.

Se alguém pode prevê, enxergar que certos procedimentos, como fumar, beber, comer demais, consumir de forma inconseqüente, sabe que lá na frente isso lhe pode causar diversos transtornos, vários sofrimentos, dores terríveis, será sábio se agora, no presente, policiar-se, autodisciplinar-se.

O maior problema é a grande maioria de nós (odeio generalizar, desculpa kkkk) não é sábio, não goza dessa sabedoria, desse momento de lucidez para prevê o futuro e com isso não avançar nas ideias, nos atos e ações do presente. As pessoas não refletem muito sobre a vida, não pensam muito, preferem seguir a vida ou na vida por impulso, de maneira irrefletida e isso terá conseqüências lá na frente, queiramos ou não.

No mundo globalizado que prega um padrão de vida, e diante disso surge a vontade de querer tudo agora, ser rico, viajar pelo mundo, ter carros, riqueza, poder, fama (que o diga os BBBs da vida). E não percebemos o quanto isso é passageiro, efêmero..

Nós invariavelmente nos utilizamos de discursos do tipo, não faz mal, ninguém morre, fulano não morreu até hoje, é só por hoje, um pouco não me fará mal algum, não custa nada, todo mundo faz, então. É um pensamento pobre de nossa parte, é bem verdade. Pobre no sentido de que nós nos julgamos inatingíveis, segundo por que nos espelhamos na experiência de outras pessoas para nos justificar.

Primeiro não somos eternos e tudo pode nos atingir, até uma simples dor de dente, um braço quebrado; segundo, as pessoas são diferentes, o que é bom pra mim, pode não ser para fulano, e se, fulano não está sofrendo agora, mais tarde poderá vir a sofrer as consequências.

A previsão para o futuro nos resguardaria de muitas atitudes impensadas e consequências, podemos optar, "seiscentos anos de estudo ou seis segundos de atenção", com diz a letra de uma música: Pra Entender dos Engenheiros do Hawai.

Uma palavra dita, um gesto brusco, um passo adiante ou para trás, uma colocação indevida, pequenas coisas que nos podem nos trazer, não digo, dores imensas, mas inconveniências e dissabores.

Sejamos sábios, sejamos videntes do nosso próprio futuro, da nossa própria vida!

Literatura

Sou fascinado por leitura! E quando se trata de literatura, os meus olhos brilham quando correm pelas páginas dos livros.
Certa vez ouvi alguém dizer que "os livros são o alimento da alma". Concordo plenamente com essa concepção, presumo que a minha alma deva estar bem 'gordinha'.
Não há nada como Érico Veríssimo pra me fazer sonhar.
Juremir Machado da Silva pra me pôr contra mim mesmo e me enfrentar a cada parágrafo lido. 
Martha Medeiros pra satisfazer minhas ânsias.
Jô Soares pra me divertir, embaralhando personagens e histórias.
José Saramago pra me encher de dúvidas me apontando uma nova maneira de escrever e de interpretar ideias.
Jorge Amado pra me surpreender com um imaginário desconhecido e repleto de magia.
Arnaldo Jabor com suas criticas.
Isabel Allende pra me emocionar com uma realidade histórica e com sua sensibilidade que choca.
Jostein Gaarder para me mostrar o meu caminho. Ele e Sofia moldaram boa parte do meu Mundo. E por causa deles, ainda cuido minha caixa de cartas esperando por aulas de filosofia.
Stephen King pra me perturbar, afinal não há nada melhor do que desafios bem contados.
Gabriel Garcia Márquez para me fazer vibrar com personagens que saio a procurar por aí, de tão reais e verdadeiros. Sei que ainda vou me deparar com fatos que ele já descreveu.
Muito do que sou, foi escrito por eles!

A chance que pedi!

Há certo tempo fiz um post para a minha mãe, e hoje resolvi falar de Carlos Gama, 71 anos, meu pai.  Falar da minha relação com meu pai é engraçada. Durante toda a minha vida vi ele como um irmão bem mais velho, sempre disposto a me ajudar a acobertar minhas travessuras e até incentivá-las. E como toda convivência de "irmãos" as brigas eram frequentes. Sempre por bobagens e assim como todas as minhas “brigas” nunca duravam mais do que meia hora. Os pedidos de desculpas aconteciam sempre antes dos dois pegarem no sono. Regra da casa.
Pra quem não sabe, meu pai é contador, trabalhador e desde os seus 16 anos já tinha uma grande responsabilidade com a família. "Seu Gama" está sempre disposto a aprender, viajando pros quatro cantos do mundo e escutando atento tudo que as pessoas dizem. Meu pai gosta de aprender. Sempre foi bom pra beber, isso ele também me ensinou muito bem kkk. Adora uma novidade. Lembro da primeira vez que, depois de muita insistência, levei ele ao festival de cinema de Ouro Preto, mostrei o informativo que eu havia escrito e assisti junto com ele Buena Vista Social Club, do Wim Wenders. A sessão terminou e saímos os dois faceiros. Eu soltando o verbo sobre o diretor alemão e ele só ouvindo. Gosto disso. E gosto mais ainda quando estou ouvindo música e ele passa pela porta e fala: "Hoje você ta que ta!".
Mais as lembranças, não são so de coisas boas. Também passamos por muitos momentos difíceis, quando minha mãe teve derrame, a volta repentina de uma viagem durante muito tempo aguardada, a decisão de mudar de cidade para agarrar as oportunidades que a vida me deu. Ou como na pior situação que passei na minha vida, apesar dele não estar ao meu lado só conseguia pensar na minha mãe e nele. Os conselhos, sempre tentando mostrar a dialética da vida para que pudesse tomar a melhor decisão.  
De dezembro pra cá, a saúde dele ficou frágil e as idas e vindas do hospital aumentaram. O meu homem de ferro, começou a dar sinais que estava precisando ainda mais dos seus filhos. Por mais que saiba a lógica da vida, vê-lo também em um leito me deixou perplexo. Só queria uma chance de fazer tudo o que não fiz, e tudo o que sempre tive vontade de dizer. Ainda bem que Deus, pela segunda vez me deu a chance que pedi (a primeira foi com a minha mãe) me deu essa oportunidade que muitas pessoas não tem. Com isso, minhas atitudes também sofreram algumas alterações, passei a dar uma maior atenção aos meus pais lhe dedicando mais tempo, quero que eles desfrutem o maximo da minha companhia, por que ao morar longe deles sei bem o que é precisar de um ombro, de um colo nos nossos momentos de maior dificuldade, E com isso percebi que não precisava ser a pessoa egocentrica que muitas vezes demonstrava ser, por ser independente, porque trabalho, ganho meu dinheiro. Hoje mais do que nunca, faço questão de dividir tudo com eles, meu tempo, meus problemas, minhas alegrias, meus conflitos, e como isso é bom!
Essa nova fase, aumentou também a nossa amizade. Entre um exame e outro, trocamos ideias de vida, reflexões, o nosso Galo que sempre foi um grande elo de ligação entre a gente. Começamos a nos aproximar ainda mais através da literatura, música e cinema. Também existe períodos de silêncio. Mas não aqueles castradores, onde a gente não sabe o que faz. Silêncio porque não precisa dizer. Tá tudo ali, no olhar.
Hoje, apesar de todos os perrengues que passamos juntos, sinto que ele não o vejo como mais meu irmão e sim meu pai. Uma palavrinha tão curtinha, a forma como sempre o chamei mais que só agora tenho a certeza do seu real significado.
Carlos Gama, obrigado por tudo mesmo!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Aulas que são lições para toda a vida....

Hoje quando estive na entrada do Colégio da minha afilhada, Bruninha, reparei na simplicidade das crianças, umas conversando, outras brincando, outras colorindo, desenhando.... E é ai que quero chegar! Vocês se lembram de quando eramos pequenos, nas primeiras aulas de desenho... Não???? Façam um esforço!!!! kkk.

Com a lembrança  dessas aulas, que comecei a ter a convicção de que quero re-descobrir e a re-colorir a vida sem pressa pra acabar. Fazer como aprendemos na escola. Com traços leves, riscos pequenos. E paciência, muita paciência. Saber a hora de ir e voltar, para continuar naquilo que acredito. De dar acabamento, trocar de cor, contornar. Lembro dos mapas do caderno de cartografia. Do tanto que cansava pintar tanto mar. Mas ver tudo caprichado, bonito e perfeito no final não tinha preço, e cá entre nós quando recebiamos um elogio da minha mãe ou da professora. Levantava qualquer moral.

Então escolhi colorir e pensar minha vida assim. Do mesmo jeito que aprendi quando criança. Devagar, devagar... Com calma, a gente chega lá. Para não precisar a voltar a estaca zero.  Aprender. Dividir tudo em partes também é uma arte. Equilibrar pra não rolar escada abaixo. Um dia é verde, o outro é cinza, amanhã é vermelho e depois vem o amarelo – tanto faz. Fora as horas negras, as transparentes. Azuis, marrons, multicoloridas como um prisma...

O mês passou, voou, e novembro está ai. Foi rápido porque soube dosar as cores, as trocas... Agora paro no final do dia pra fazer as pontas de todos os lápis de cor.

Apontar, sim eu aponto – com o dedo indicador – para o que quero que continue  aparecendo para eu pintar. Na lista, o mar, a lua, o sol, a chuva, a Afonso Pena, a Av. do Contorno, as montanhas que vejo da janela do meu quarto.  A pista, os amigos, mãe e pai, irmãos, sobrinhas. O que vi e ouvi. Os encontros, as comidas, as conversas, as surpresas. O mundo que esta aberto  a minha volta.

Hoje é quinta e no estojo todos meus lápis vou guardar. É que amanhã quando acordar – ainda de olhos fechados – só um eu vou pegar. Qual será a cor? Tenho até uma  idéia de qual será! Mais a única certeza é que tenho que colorir sem rabiscar as minhas páginas em branco. Desenhar a vida. Registrar. Contornar problemas, colorir dilemas – com muito acima de tudo cuidado pra não rabiscar ou riscar para não perder o que realmente quero. Traço um caminho, tudo o que quero. Pinto meus sonhos e isso é sério. Sem assim fazer, não há desejo ou prazer que venha  acontecer de verdade.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Post recuperado kkk

Esse que tem um certo tempo que deixei arquivado.. muito porque creio que ele ainda não está concluído, o final ficou estranho. Porém, como vou viajar resolvi coloca-lo hoje aqui do jeito que está.

Coitado, ele não tinha coragem...

Imaginem só, falar o que queria, chamá-la para dançar! Que?! Nunca!
Poderia passar vergonha com qualquer outra.... menos com ela.... E ele era orgulhoso, medroso...

Imagina ter que lidar com um não! Já pensou? Descartou toda e qualquer possibilidade de decepção. Abraçou forte junto ao peito as expectativas que ele mesmo havia criado. Sabia que eram todas dele... mas nem por isso deixou de levá-las a sério.

Se comparava a um menino desajeitado de 14, 15 anos. Ele sabia que ela nunca olharia pra ele. Ele sabia que nem tudo era como ele imaginaria. Mas só aquele dia, que por ironia do destino ele ficou ao lado dela, já valeria o ano inteiro. E apesar de isso afastar a grande maioria que só estava ali pra uma passagem rápida, o deixava cada vez mais e mais preso, sem saber muito bem que medida tomar.

Ele queria mais. Poderia optar simplesmente por "não tentar". Ia ficar ali, sentado, sorrindo que nem idiota cada vez que lembrasse daquele comentário de despedida. Mas depois que a observou já era impossível pra conseguir voltar atrás. Porque sabia: já era tarde demais. E não tinha mais como evitar todas aquelas dúvidas...

Passaram a trocar mensagem, se relacionar no mundo virtual. Ele gostava do jeito que ela falava, de como o fazia se sentir (por mais que na maioria das vezes a deixasse sem reação - e completamente sem saber o que pensar). Ela não era como as outras, não era vazia ou "decifrável" kkk. E pensar que na tal noite ele nem queria sair de casa. Não demorou pra entender que os olhares eram pra ela. Tudo era. Ele também não sabia explicar. Aconteceu... os recados, as conversas tímidas, a afinidades, sintonia, a reciprocidade.

Será tudo um erro pelos motivos mais óbvios que a vida poderia dar? Mas, no fundo, ele não ligava. O medo de não tentar era absolutamente maior do que o erro em si que poderia estar por vim, pois tinha certeza do que sentia, e talvez por isso não ele se importava tanto com as consequências.

Antes de dormir, lembrou que ela tampouco era como todas as outras. Sorriu, com uma ponta de esperança de que, talvez, as coisas pudessem mudar. No dia seguinte, quando olhou pro céu, se espantou ao ver o sol. Foi ali que se lembrou que não precisava sentir receio algum. Pelo menos não por parte ele.

Encheu o peito de ar (como fazem todos aqueles super-heróis de cinema, que sempre parecem ter muita coragem), mas não pode fazer nada, não deu tempo para que pudesse mudar a rotação da Terra ou as estações do ano para seguir em frente.

Só disse: ".............".

Sim, disse tudo o que queria esquecendo de todo o receio inicial, aquele do inicio desde texto...
Imaginem só, falar o que realmente sentia! Que?! Nunca!
Ele se expôs, por vontade própria, como nunca antes tivesse feito, com máxima transparência como todas as conversas que tiveram até então. Muito sua convicção. E foi rebatido com uma veemência enorme!


Para ele, tudo era impossivel de digerir, aceitar! Nada entrava na cabeça dele, todas as palavras ditas por ela ficaram martelando em sua cabeça por horas, dias.... Ele sempre se indagava, se indignava -  Como tudo aquilo pouco que ele havia "decifrado"  poderia ser tão diferente, e pior que isso, como poderia ser da maneira que ela lhe dizia??? A culpa só poderia ser dele. Fato como mato!

Mesmo assim ele não desistia, sempre assim. E lá ia ele, tentando demonstrar que estava tudo bem,  preocupado com as próximas palavras que iria dizer. Só que nada era tão agradável do que quando ficavam lado a lado, levados até mesmo pelo silêncio.

As indagações

"Se nada nem ninguém me impedisse, que realidade eu gostaria de estar vivendo hoje?


Estou vivendo onde eu gostaria de viver?


Estou vivendo com quem eu gostaria de viver?


Estou fazendo o que eu gostaria de fazer?"


Essas são indagações são do escritor Eduardo Shinyashiki, mas acho que se todo mundo deveria incorpora-las elas no dia-a-dia tudo seria mais fácil. A maior parte das pessoas reclamam, mas não move uma palha pra mudar a realidade. Minha dica é: faz essas perguntas todas as noites antes de dormir e traça uma estratégia para que tudo fique da maneira que deseja.


Não tem como ser feliz se não vivermos de acordo com o que faz bem pra gente. Deixar o comodismo pra lá, esquecer todos os pré-conceitos e vamos ser felizes. As coisas dependem de nós, muito mais do que imaginamos. Tudo é uma questão de opção e a situação que estamos vivendo hoje, seja ela boa ou ruim, é fruto exclusivamente das nossas escolhas. Parar de culpar os fatores externos, provocar suas mudanças e escolher ser feliz... aconteça o que acontecer. Como eu escrevi aqui certa vez, as pessoas mais felizes não têm necessariamente o melhor de cada coisa. Elas simplesmente tornam tudo melhor.


Uns poderão dizer que se conselho fosse bom eu vendia, eu sei. Mas quem sabe um dia vocês vão se lembrar deles.


Cada minuto de tristeza, é um minuto perdido.


Esse conselho também (ou porque não principalmente) vale pra mim... eu já comece há um tempo!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

É QUE VC NUNCA AMOU DE VERDADE

Não sei contar quantas vezes na vida já ouvi esse diagnóstico. Quem convive comigo sabe que, apesar de ser racional, de coração de pedra eu não tenho (quase) nada. Mas confesso que já começava a acreditar na referida frase. Foi só carinho, foi só atração....


Eu não encontrava uma paixão arrebatadora nas histórias que tenho pra contar, mas acabava me perdendo no julgamento alheio. Cheguei a acreditar que precisava me entorpecer ou cegar pra deixar de fazer parte da estatística dos insensíveis. Tolinho. 


Dia desses modifiquei todos os meus (pré) conceitos. Li a mais perfeita definição de almas gêmeas. E descobri que esse par metade que ouvimos falar desde criança e que, supostamente, vive como num conto de fadas, é, na verdade, uma condição. Ninguém é alma gêmea de ninguém. Uma pessoa está alma gêmea para a outra. Entender que pessoas podem ser substituíveis e que a conquista diária é a única coisa que deve durar para sempre - partindo do princípio de que todo mundo muda com o passar dos anos - talvez seja o primeiro passo para tornar eficaz essa realidade.



Li a mais perfeita definição de almas gêmeas. E isso me trouxe uma certa tranquilidade. Foi um momento que despertou em mim uma certeza que, sabe lá porquê, andou adormecida. Não vai ai nenhum sentimento saudosista, já que para os me conhece sabem que, para mim, passado é passado, lembrança para a vida, uma página virada. Porém essa cereza ispertou em mim a constatação que de sentir-me completo: sem a fantasia, o misticismo e as fábulas que nada têm de reais. 




Pude entender que já amei. Mesmo sem as loucuras arrebatadoras, sem batidas descompassadas, sem perder o controle das minhas atitudes. Amei. Simples assim. Sem muitos obstáculos, sem final melodramático, sem o exagero de filmes e novelas. E o melhor tambem me trouxe a certeza que ainda posso amar cada vez mais seja com esses sentimentos ou não.


Muito do que não tive e citei no parágrafo anterior resumiria melhor uma paixão. Daquelas que não se sustentam na intimidade, nas picuinhas do dia-a-dia, na dificuldade pra pagar uma conta. 



Em 28 anos de existência, estou cada vez mais convicto que o amor de verdade se estabelece na paz, no ombro amigo, na confiança, nas gargalhadas, nas brincadeiras. Concretiza-se em cada careta, em cada resmungo, em cada semblante ao acordar. E que fica mais forte em cada problema, em cada tristeza, em cada diálogo, em cada dificuldade, pelas quais todos nós passamos.