quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Aulas que são lições para toda a vida....

Hoje quando estive na entrada do Colégio da minha afilhada, Bruninha, reparei na simplicidade das crianças, umas conversando, outras brincando, outras colorindo, desenhando.... E é ai que quero chegar! Vocês se lembram de quando eramos pequenos, nas primeiras aulas de desenho... Não???? Façam um esforço!!!! kkk.

Com a lembrança  dessas aulas, que comecei a ter a convicção de que quero re-descobrir e a re-colorir a vida sem pressa pra acabar. Fazer como aprendemos na escola. Com traços leves, riscos pequenos. E paciência, muita paciência. Saber a hora de ir e voltar, para continuar naquilo que acredito. De dar acabamento, trocar de cor, contornar. Lembro dos mapas do caderno de cartografia. Do tanto que cansava pintar tanto mar. Mas ver tudo caprichado, bonito e perfeito no final não tinha preço, e cá entre nós quando recebiamos um elogio da minha mãe ou da professora. Levantava qualquer moral.

Então escolhi colorir e pensar minha vida assim. Do mesmo jeito que aprendi quando criança. Devagar, devagar... Com calma, a gente chega lá. Para não precisar a voltar a estaca zero.  Aprender. Dividir tudo em partes também é uma arte. Equilibrar pra não rolar escada abaixo. Um dia é verde, o outro é cinza, amanhã é vermelho e depois vem o amarelo – tanto faz. Fora as horas negras, as transparentes. Azuis, marrons, multicoloridas como um prisma...

O mês passou, voou, e novembro está ai. Foi rápido porque soube dosar as cores, as trocas... Agora paro no final do dia pra fazer as pontas de todos os lápis de cor.

Apontar, sim eu aponto – com o dedo indicador – para o que quero que continue  aparecendo para eu pintar. Na lista, o mar, a lua, o sol, a chuva, a Afonso Pena, a Av. do Contorno, as montanhas que vejo da janela do meu quarto.  A pista, os amigos, mãe e pai, irmãos, sobrinhas. O que vi e ouvi. Os encontros, as comidas, as conversas, as surpresas. O mundo que esta aberto  a minha volta.

Hoje é quinta e no estojo todos meus lápis vou guardar. É que amanhã quando acordar – ainda de olhos fechados – só um eu vou pegar. Qual será a cor? Tenho até uma  idéia de qual será! Mais a única certeza é que tenho que colorir sem rabiscar as minhas páginas em branco. Desenhar a vida. Registrar. Contornar problemas, colorir dilemas – com muito acima de tudo cuidado pra não rabiscar ou riscar para não perder o que realmente quero. Traço um caminho, tudo o que quero. Pinto meus sonhos e isso é sério. Sem assim fazer, não há desejo ou prazer que venha  acontecer de verdade.

Um comentário:

Renata Quintão disse...

Isso mesmo, o importante eh sempre oq estamos vivendo!!! Nao podemos pensar nem na frente e nem atras!