terça-feira, 2 de novembro de 2010

Post recuperado kkk

Esse que tem um certo tempo que deixei arquivado.. muito porque creio que ele ainda não está concluído, o final ficou estranho. Porém, como vou viajar resolvi coloca-lo hoje aqui do jeito que está.

Coitado, ele não tinha coragem...

Imaginem só, falar o que queria, chamá-la para dançar! Que?! Nunca!
Poderia passar vergonha com qualquer outra.... menos com ela.... E ele era orgulhoso, medroso...

Imagina ter que lidar com um não! Já pensou? Descartou toda e qualquer possibilidade de decepção. Abraçou forte junto ao peito as expectativas que ele mesmo havia criado. Sabia que eram todas dele... mas nem por isso deixou de levá-las a sério.

Se comparava a um menino desajeitado de 14, 15 anos. Ele sabia que ela nunca olharia pra ele. Ele sabia que nem tudo era como ele imaginaria. Mas só aquele dia, que por ironia do destino ele ficou ao lado dela, já valeria o ano inteiro. E apesar de isso afastar a grande maioria que só estava ali pra uma passagem rápida, o deixava cada vez mais e mais preso, sem saber muito bem que medida tomar.

Ele queria mais. Poderia optar simplesmente por "não tentar". Ia ficar ali, sentado, sorrindo que nem idiota cada vez que lembrasse daquele comentário de despedida. Mas depois que a observou já era impossível pra conseguir voltar atrás. Porque sabia: já era tarde demais. E não tinha mais como evitar todas aquelas dúvidas...

Passaram a trocar mensagem, se relacionar no mundo virtual. Ele gostava do jeito que ela falava, de como o fazia se sentir (por mais que na maioria das vezes a deixasse sem reação - e completamente sem saber o que pensar). Ela não era como as outras, não era vazia ou "decifrável" kkk. E pensar que na tal noite ele nem queria sair de casa. Não demorou pra entender que os olhares eram pra ela. Tudo era. Ele também não sabia explicar. Aconteceu... os recados, as conversas tímidas, a afinidades, sintonia, a reciprocidade.

Será tudo um erro pelos motivos mais óbvios que a vida poderia dar? Mas, no fundo, ele não ligava. O medo de não tentar era absolutamente maior do que o erro em si que poderia estar por vim, pois tinha certeza do que sentia, e talvez por isso não ele se importava tanto com as consequências.

Antes de dormir, lembrou que ela tampouco era como todas as outras. Sorriu, com uma ponta de esperança de que, talvez, as coisas pudessem mudar. No dia seguinte, quando olhou pro céu, se espantou ao ver o sol. Foi ali que se lembrou que não precisava sentir receio algum. Pelo menos não por parte ele.

Encheu o peito de ar (como fazem todos aqueles super-heróis de cinema, que sempre parecem ter muita coragem), mas não pode fazer nada, não deu tempo para que pudesse mudar a rotação da Terra ou as estações do ano para seguir em frente.

Só disse: ".............".

Sim, disse tudo o que queria esquecendo de todo o receio inicial, aquele do inicio desde texto...
Imaginem só, falar o que realmente sentia! Que?! Nunca!
Ele se expôs, por vontade própria, como nunca antes tivesse feito, com máxima transparência como todas as conversas que tiveram até então. Muito sua convicção. E foi rebatido com uma veemência enorme!


Para ele, tudo era impossivel de digerir, aceitar! Nada entrava na cabeça dele, todas as palavras ditas por ela ficaram martelando em sua cabeça por horas, dias.... Ele sempre se indagava, se indignava -  Como tudo aquilo pouco que ele havia "decifrado"  poderia ser tão diferente, e pior que isso, como poderia ser da maneira que ela lhe dizia??? A culpa só poderia ser dele. Fato como mato!

Mesmo assim ele não desistia, sempre assim. E lá ia ele, tentando demonstrar que estava tudo bem,  preocupado com as próximas palavras que iria dizer. Só que nada era tão agradável do que quando ficavam lado a lado, levados até mesmo pelo silêncio.

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