quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Divagando....

Não sou um cara perfeito, vivendo uma vida perfeita. E nem quero, longe disso. Quero meus defeitos. Meus efeitos. Viver um dia de cada vez, respirar. Ter a certeza de que hoje será o melhor dia.

É estranho, eu sei, mas a única certeza que temos é o hoje. O agora. Por isso, não queira saber o que vou sentir daqui a 10 minutos? Uma semana? Dois meses? Um ano. Sinceramente, não sei.

Eu não sei que caminhos que irei seguir. Nasci assim: conheço o fim e o improviso é o meio.
Falta de juízo? Pode ser. Não sei.

Tenho a necessidade de sentir antes de pensar. Para depois agir.

E vivo como vive quem planeja: bato a cabeça do mesmo jeito. Arrisco. Machuco. Sangro. Costuro. Quando a tristeza diminui e fica mais fraca, ela vira lembrança, olho o meu presente e percebo que, como o próprio nome já diz, é isso que ele é: um presente. Me reconstruo.

Percebo que estou onde realmente deveria estar. Que se pudesse voltar o tempo, nada iria mudar. A história é uma só e sempre é construída hoje, aqui, agora. E que todo momento tem um propósito de existir.

Cada um vive de um jeito. Eu preciso, eu mereço! 

Me arrisco! Se não der certo foi porque quis! Resultado?

Aprendi. Ponto pra mim!

Quanto maior a dificuldade, maior o prêmio. Não é assim que aprendemos? Mas a realidade é que temos o que precisamos, não o que queremos. Minha vida é assim. Me atrevo. Corro, Caio, me aventuro. Quero descobrir o que há de melhor e pior em mim, nos meus silêncios, nas minhas verdades e nos meus segredos.

Tenho orgulho de quem sou. Sou criança sempre aprendendo e crescendo. E vou continuar assim. Gosto de abraçar apertado, olhar com verdade, suspirar de emoção, sentir alegria!! Acho graça onde não há sentido. Acho lindo o que não é. O simples me faz rir!

O que importa é o que faz os meus olhos brilharem, meu o coração bater forte, o sorriso saltar da cara. Existem coisas que não precisam ser explicadas!

Considero que as pessoas são sempre grandes. Ingênuo? Talvez.
Enxergo o mundo sempre lindo e às vezes cinza, mas tenho lápis-de-cor para pintá-lo da minha maneira.

Tenho um coração grande, muito maior do que eu. Não sei minha altura... talvez eu tenha o tamanho de um sonho. Coragem eu tenho um monte. E claro, medo também. Sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Contar até três

A cada dia tenho a convicção de que a operação matemática mais difícil nos momentos de intempestividade é aquela de contar até o número três. Isso por constatar que nas atitudes impensadas as lamentações, desculpas, arrependimentos se fazem presentes. Sendo que essas reações poderiam ser evitadas se tivéssemos parado e usado os três segundos para o "nada".

É no silêncio que se pode falar alto, é no "nada" que podemos encontrar muito. E é, muitas vezes, quando desejamos tudo é que nos perdemos em nós mesmos. Passando a colocar nos outros responsabilidades que quase sempre deixamos de notificá-los a respeito das mesmas. Tudo isso por deixarmos em segredo todas nossas expectativas.

Quando aprendi essa infalível saída matemática, aprendi que não posso, não devo pré julgar o meu próximo. Sempre dou as pessoas as chances que dou a mim mesmo. Não me justifico mais. Mas, me explico sempre. Ou quase sempre. Em qualquer ofensa dirigida a mim, espero a calma e perdoo até o perdão não pedido, e desculpo até mesmo a desculpa muda numa retificação que pode nunca chegar. Mas quando corrigido um discurso me acalmo e me dou a chance de apreciar a atitude maior e humilde de um sorriso que meus olhos podem ver.

Sempre me dou as chances que me forem necessárias para seguir no caminho das coisas que acredito. Me dou a chance de me reconhecer.