segunda-feira, 30 de março de 2009

Post número 100!!!

Então eu estou aqui no 100° post, eu não sabia que iria chegar tão longe nesse mundo blogueiro, pois é um mundo um tanto cruel. Eu gosto de fazer uma analogia com Hollywood, pois enquanto todos os holofortes apontam para os “grandes” atores os que restam ficam se apresentando em cabarés. Que fique claro que o Reflexões de um jornalista se apresenta em cabaré. hahahaha

Apos diversas tentativas falhadas de blogger atraves de pseudonimos, este site/blog (como quiserem chamar) é das “experiências” que mais tempo tem durado, isto talvez por não ser um blog restritivo a um assunto mas sim um blog que é bastante abrangente em disversas tematicas… Resumindo é o blog das coisas que me matracam…

Oficialmente comecei a blogar no dia 24 de outubro de 2008. Nesses 5 meses o negócio foi crescendo aos poucos.

Números e Estatísticas

Posts: 100
Comentários: 87
Visitas: 32531
Visitas incluindo reloads: 60371
Média: 112 por dia
Recorde: 375 visitantes únicos dia 02 de Dezembro
Leitores de feed: 70
Paises que mais visitam: Brasil 85,26%, Portugal 8,21%, EUA 2,54%
Referências de outros sites: 110

Os 10 Melhores posts (Não necessáriamente nessa ordem)

Quinta-feira que não passou - Foi o percurssor deste blog.
Auto-resenha;
O espetáculo continua;
Vácuo entre momentos;
Mini restrospectiva!;
Recomeçar sempre!;
ERRO, CULPA, PERDÃO E RECOMEÇO;
Cada um tem seu tempo!;
Sábado solidário!;
Recomeçar sempre!


O Reflexões de um Jornalista nunca teve um sentido, nem uma linha certa e vai continuar assim. Nunca vai ser algo pessoal e/ou brucrático.

Agradecimentos

Para todos que um dia visitaram, comentaram, ajudaram, criticaram e riram aqui no blog. E obrigado também aos novos leitores por continuarem a aparecer…

domingo, 29 de março de 2009

Cada um tem seu tempo!

Um dia alguém me disse que nossas vidas são regidas por valores, e esses nossos valores podem mudar com o tempo.

Nós mudamos sempre. Uma vez que estamos sempre passando por experiências, sejam de dor, saudade, morte, alegria, sofrimento, e tais passagens, situações, vivências, nos deixam marcas e essas lembranças vãos aos poucos nos moldando, nos fundindo, esculpindo traços, marcas, sinais em nós para nos tornar aquilo que somos no agora, hoje.

Com o passar do tempo deixamos de pensar em sonhos impossíveis e passamos a viver momentos reais, não nos apegamos a ilusões, mas traçamos metas reais, criamos padrões sinceros, verdadeiros, possíveis dentro de uma realidade que podemos viver e na qual estamos inseridos.

Cada um de nós pode fazer uma análise própria e perceber o quanto tem mudado nos últimos anos, o quanto tem aprendido, que conceitos hoje de fato enverga, que ideias realmente abraça, quais discursos deixou de lado, quais sonhos não sonha mais.

Hoje uma pessoa não nos é suportável, amanhã passa a ser simpática, o que achávamos chato ontem, hoje não vemos mal algum em fazer, não comíamos de alimento, hoje até que é bom, não fazíamos tais coisas, hoje que diferença faz?

O tempo passa e ficamos mais maleáveis, suportáveis, afinal, pra tanto radicalismo, cepticismo, a vida passa rápida, temos poucos momentos, pouco tempo pra viver, por que odiar, detestar, contrariar se todos teremos o mesmo destino, morrer, e nos encontraremos apenas com a nossa própria consciência?

Cada um de nós tem um tempo. Um tempo pra entender tudo isso, pra viver realmente a si mesmo, encontrar-se, ser integral, sem ranhuras, sem rugas, sem preconceitos. O difícil é libertar-se do orgulho e sorrir, ouvir aquela música brega, assistir aquele filme romântico, fazer aquele programa chato, e daí, quem tem a ver com a nossa vida?

Libertar-se dos conceitos, ideias, valores, ser feliz, viver, admitir quem somos, como somos, amar, sonhar, ter esperanças. Só será possível sorrir em plenitude quando tivermos consciência de nós mesmo, nos descobrirmos por completo e não envergonharmos do que somos, afinal, e até por que, amanhã haveremos de mudar mais uma vez.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Esperar não é comigo...

Confesso que esperar nunca foi meu forte. E paciência não é nem de longe uma das minhas virtudes. Se você me vir no shopping vai ter certeza: eu sou aquele que mesmo na escada rolante sobe ou desce os degraus pra chegar mais rápido.


Se você me conhece, já sabe: corto o mal pelo raíz porque não gosto de esperar as coisas se ajeitarem. Se está complicado é porque não vale a pena e se não vale a pena eu não empurro com a barriga. Sou daqueles que coloca o miojo junto com a água, antes de ela ferver... pra ser tudo mais rápido. Peço o lugar mais na frente do avião, nem que para isso eu tenha de sentar no meio, só para chegar de uma vez à esteira onde está a mala e ir embora do aeroporto.


Faço parte da comunidade "Dormir pra quê?" justamente porque me sinto perdendo tempo dormindo. Tenho pressa, tanta coisa pra fazer... e preciso dormir cerca de um terço da minha vida? É demais, sério.


Só na vida profissional eu subo com paciência, degrau, por degrau. Nesse caso, devagar é que se vai longe. Mas, vejam bem, só nesse caso... é fisicamente e intelectualmente impossível pular certas etapas.


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Uma charge pra descontrair:

quarta-feira, 25 de março de 2009

Para refletir...

Hoje vou postar um texto que discutimos ontem no meu trabalho. Ele diz respeito aos aspectos das linhas editoriais dos veículos de comunicação mais conhecidos do país. Não sei quem é o autor (é mais um daqueles textos que circulam na rede com autor desconhecido), mas, a pessoa que escreveu tem uma boa noção sobre o perfil desses veículos de comunicação e soube brincar com as características de cada um deles. Conseguiu também encontrar um jeio engraçado para nos mostrar como anda a Comunicação produzida no Brasil.

Ler este texto também é importante para nos lembrar que não é muito aconselhável que o leitor ou telespectador seja muito fiel a um único veículo, porque dessa forma, ele corre o risco de se acostumar demais com um estilo jornalístico e acabe se limitando a conhecer outras versões e visões dos fatos.

Enfim, divirta-se e reflita com o texto abaixo. Chapeuzinho Vermelho na Imprensa - Diferentes maneiras de contar a mesma história:

JORNAL NACIONAL: (William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...'. (Fátima Bernardes): '... mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia'.

PROGRAMA DA HEBE: 'Que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?'

BRASIL URGENTE (Datena): '... onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? ! A menina ia para a casa da avozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não.'

REVISTA VEJA: Lula sabia das intenções do lobo...

REVISTA CLÁUDIA: Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.

REVISTA NOVA: Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.

FOLHA DE S. PAULO :Legenda da foto: 'Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador'. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

O ESTADO DE S. PAULO: Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.

O GLOBO: Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo pra salvar menor de idade carente.

AQUI: Sangue e tragédia na casa da vovó.

REVISTA CARAS :(Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte). Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: 'Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa'.

PLAYBOY: (Ensaio fotográfico no mês seguinte) Veja o que só o lobo viu.

REVISTA ISTO É: Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.

G MAGAZINE: (Ensaio fotográfico com lenhador). Lenhador mostra o machado.

SUPER INTERESSANTE: Lobo mau! Mito ou verdade?

DISCOVERY CHANNEL: Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.

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Minha conclusão:
A midia que tem como missão informar a população sem emitir sua opinião, mas cada vez mais ela assume o papel de julgar, condenar, de maneira precipitada, muitas pessoas da sociedade sendo certas vezes tendenciosa. A opinião da imprensa está evidente em vários fatos do nosso cotidiano.

Na política isso fica mais claro. Afinal, a grande mídia foi contra aos governos de JK e Getúlio Vargas; apoiou o golpe militar de 1964 e a ditadura; apoiou Collor e abafou a crise econômica do Brasil em 1998 para que FHC pudesse ser reeleito.

Esses fatos, comprovam que a imprensa nacional além de ser parcial, pertence a algumas poucas famílias, é um oligopólio e defende interesses de certas oligarquias do país. Se a imprensa brasileira não consegue ser imparcial como deveria ser , acho que ao menos é preciso democratizá-la, é preciso diversificá-la, para que ela não continue sendo propulsora de um pensamento único.

Enquanto isso não acontece, é cabe a sociedade buscar e diversificar suas fontes de informação para que com isso criem sua própria opinião, deixando de se informar apenas por certa poderosa rede de TV e suas afiliadas, bem como deixando de lado rádios ligadas a esses oligopólios de comunicação.

O ideal é, sempre que puder, variar as fontes de informação, ou mesmo comparar as diferentes maneiras como as notícias são apresentadas e, só depois, cada cidadão refletir sozinho e ter discernimento para formar sua própria opinião.

terça-feira, 24 de março de 2009

Amor e desejo....

Quando amamos alguém é possível que o desejo venha como gratificação, mas quando apenas desejamos uma pessoa, nem sempre o amor se torna real em nossas vidas. Amar é um vício, é difícil livrar-se dele, vai aos poucos nos consumindo a cada hora, todo dia, a vida inteira. O desejo é igual esporte, tem começo, meio e fim, e apenas um vencedor.

Amar não é o mesmo que desejar. O amor é como o sol, o amanhecer, a madrugada, por mais longa que seja a noite o dia sempre nascerá. O amor é uma certeza. O desejo pode ser comparado a chuva, muita vezes nos engana, por mais bonita que se faça no horizonte, cinzenta, escura, nem sempre a água cai, e quando as nuvens se deixam verter em chuvas, pode ser uma neblina, uma tempestade, inverno ou tormenta de verão, o fato é que passará.

O amor se fortalece a medida que o tempo passa, vai se solidificando nas provas que a vida impõe, ficando raízes mesmo no solo árido e pedroso. O desejo não suporta obstáculos, se esvai com os problemas, foge diante das dificuldades, encolhe com as discussões, não suporta diferenças.

O amor silencia. O desejo reclama. O amor compreende. O desejo critica. O amor aceita. O desejo expele. O amor cresce com o tempo. O desejo morre depois de realizado. No amor os dois vencem. No desejo apenas num goza. O amor espera. O desejo dispensa. Amar é sonhar. Desejar é conquistar. O amor é eterno. O desejo efêmero. O amor une. O desejo separa. O amor se sacia. O desejo quer sempre mais. O amor é fiel. O desejo varia. O amor acredita. O desejo mente. O amor confia. O desejo é inseguro. O amor deseja. O desejo nunca ama.

O amor é um sentimento. O desejo é uma sensação. Os sentimentos são para sempre. As sensações passam com o tempo. Quando nos queimamos no fogo temos por alguns momentos a sensação da queimadura, da ardência, no entanto, o sentimento de medo do fogo no acompanhará por toda a vida.

Para Bertrand Russel o amor aprende a respeitar reciprocamente a vida de um e outro, percebe que nada pode inibir a liberdade do outro, que ninguém tem direitos sobre outra pessoa e que o ciúme e a possessividade aniquilam qualquer sentimento, incluindo o próprio amor.

O amor concede liberdade ao outro e espera que ele cresça com essa possibilidade de fazer o que bem entender, realize seus sonhos e esperanças, busque seus caminhos e traça seu destino. O desejo é como aparelho que usa as pilhas de que necessita e depois troca por outras.

Para o amor não importa o tempo, a distância, ele a tudo vencerá para se realizar. Para o desejo o que importa é o momento presente, o aqui e o agora onde ele possa realizar seus impulsos e sensações.
Quando amamos alguém o fazemos sem cobrar sentimento igual em troca, uma vez que o amor é espontâneo, livre e oferecido sem permuta. O desejo não vinga sozinho, precisa realizar-se a dois e sempre cobra algo em troca por aquilo que dá.

Para amarmos alguém não precisamos que a outra pessoa nos ame, só precisamos sentir, mas quando desejamos alguém, é necessária uma recíproca, uma troca, caso contrário o desejo tenderá a morrer.

Por fim, citando o Prêmio Nobel de Literatura Bertrand Russel, “o amor em sua totalidade, é uma combinação indissolúvel de dois elementos, deleite e benquerer”.
Ou seja, amor e desejo.

domingo, 22 de março de 2009

A RAZÃO

Tudo o que você pensou de mim até hoje é verdade. A mais pura verdade. E se eu negar ou neguei alguma coisa durante todo esse tempo, ou venha a dizer a você que as coisas não são bem assim como você disse e pensou a meu respeito, é pelo simples e único motivo de que ainda não me aceito como eu sou verdadeiramente.

Quem está de fora enxerga melhor, diz a proposta popular de provérbio. Sua visão a meu respeito é sincera, verdadeira e correta, afinal, é aquilo que você consegue ver em mim. Não vou procurar criticar você, nem procurar os seus defeitos. Já tenho muita coisa pra analisar em mim e resolver, não posso dá conta dos erros alheios também.

É muito chato ficar apontando os erros dos outros, mesmo que muitos de nós o façamos. Além do mais e do que, o que os outros fazem ou deixam de fazer não é de responsabilidade nossa.
Mesmo assim eu agradeço a você as observações pertinentes.

A razão é sua. Se vou me melhorar e reparar as arestas? Olhe, não sei dizer, muito embora, o que posso afirmar é que, prometo que vou analisar tudo o que o que você pensou a meu respeito e observou, me disse, vou sim, refletir, repensar, buscar as razões de eu ser assim como conforme você me disse.

sexta-feira, 20 de março de 2009

As diferenças entre homens e mulheres

Repasso um email que recebi....

Não importa quais as diferenças vivemos em único e expressivo sentido, reproduzir, ser feliz, então precisamos um dos outros, nossas rivalidades e nossos cerebros sempre existirão, mas independente somos duas mentes, somos dois sexos, mais a algo em comum somos humanos e compartilhamos o mesmo ideal ser feliz, e por isso precisamos um do outro é claro!

Aqui segue uma pequena lista das diferenças que existem entre homens e mulheres:


APELIDOS- Se Adriana, Silvana, Débora e Luciana vão almoçar juntas, elas chamarãoumas às outras de Dri, Sil, Dé e Lu.- Se Leandro, Carlos, Roberto e João saem juntos, eles afetuosamente, sereferirão uns aos outros como Gordo, Cabeção, Rato e Negão.



COMENDO FORA- Quando a conta chega, Paulo, Carlos, Roberto e João jogam na mesa R$ 20,00cada um, mesmo sendo a conta apenas R$ 32,50. Nenhum deles terá trocado enenhum vai ao menos admitir que quer troco - logo o troco será convertido emsaideiras.- Quando as garotas recebem sua conta, aparecem as calculadoras de bolsoe todas procuram pelas moedinhas exatas dentro da bolsa.



FILMES- A idéia que uma mulher faz de um bom filme é aquele em que uma só pessoamorre bem devagarzinho, de preferência por amor.- Um homem considera um bom filme aquele em que muita gente morrebemdepressa, se possível com balas de metralhadora ou em grandes explosões.



DINHEIRO- Um homem pagará R$ 2,00 por um item que vale R$ 1,00, mas que ele precisa.- Uma mulher pagará R$ 1,00 por um item que vale R$ 2,00, mas que ela nãoprecisa.



BANHEIROS- Um homem tem seis itens em seu banheiro: escova de dentes, pente, espumade barbear, barbeador, sabonete e uma toalha de hotel.- A quantidade média de itens em um banheiro feminino é de 756. E um homemnão consegue identificar a maioria deles.



DISCUSSÕES- Uma mulher tem a última palavra em qualquer discussão.- Por definição, qualquer coisa que um homem disser depoisdisso, já é o começo de uma outra discussão.



FUTURO- Uma mulher se preocupa com o futuro até conseguir um marido.- Um homem nunca se preocupa com o futuro até que consiga uma esposa.



MUDANÇAS- Uma mulher casa-se com um homem esperando que ele mude, mas ele não muda.- Um homem casa-se com uma mulher esperando que ela não mude, mas elamuda.



DIVIDINDO- Uma mulher dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos com umcompleto estranho que lhe dê atenção.- Um homem só dividirá seus pensamentos e sentimentosmais profundos quando questionado por um advogado artimanhoso, sobjuramento, e mesmo assim, apenas quando isso puder diminuir a sua pena.



AMIZADE- A mulher encontra com outra na rua: “Nossa como você tá linda!!!”Quando viram as costas vêm o comentário : “Nossa como ela tá gorda!”- Um homem encontra com outro na rua: “Fala seu gordo-careca-bichona!!!”Quando viram as costas vem o comentário: “Pô, esse cara é gente fina!”


quinta-feira, 19 de março de 2009

ERRO, CULPA, PERDÃO E RECOMEÇO

Todos nós erramos. Faz parte da vida. Algumas vezes erramos e cometemos pequenos delitos, falamos palavras torpes, insensatas, praticamos atos ignóbeis, e, em outras oportunidades somos atores de grandes e trágicas situações.

Mas invariavelmente, todos nós, de uma forma ou de outra erramos. A grande questão é, como nos posicionamos diante de tais ocorrências. Como diria Lair Ribeiro, não é o que acontece na vida que é importante, mas como você reage ao que lhe acontece.

Em geral, seguimos sempre os mesmos roteiros, erramos, nos culpamos, não nos perdoamos e não recomeçamos. A nossa proposta é, já que o erro existe, uma vez que somos criaturas imperfeitas, e o sentimento de culpa, isso para as mentes conscientes dos seus deveres e direitos, irá desabrochar, que possamos mudar o itinerário: errar, culpar-se, perdoar-se e recomeçar.

Como diz Manoel Philomeno de Miranda, no livro Nos Bastidores de Obsessão, “se alguém incide em erro, que se levante do equivoco e recomece o trabalho da própria dignificação. O erro representa lição que não pode constituir látego, mas ensejo de enobrecimento pela oportunidade que faculta para a reparação e o refazimento”. pg. 102

Errar nos permite enxergar que somos humanos, imperfeitos, suscetíveis de tropeços. Aquele que erra nada mais é do que um ser humano, com suas virtudes e defeitos. Permite-nos ainda, errar, descermos do nosso orgulho e da nossa vaidade ilusória.

O grande mal é o sentimento de culpa, de revolta, remorso que nos acontece nesses ímpares e pares momentos da nossa vida. Poucos de nós aceitamos erros. Errar pra nós é uma vergonha, mesmo quando estamos sozinhos, nos sentimos pequenos diante do mundo e de nós mesmo.

Miranda, no já citado livro, nos aconselha a não cultivarmos tais ressentimentos, uma vez que “a consciência culpada é sempre porta aberta à invasão da penalidade justa ou arbitraria. E o remorso, que lhe constitui dura clave, faculta o surgimento de ideias-fantasmas apavorantes que ensejam os processos obsessivos de resgate de dívidas”.

A proposta é de autor perdoar-se, aceitar os defeitos e desafios e recomeçar de onde parou. Uma atitude positiva diante da vida. Entender que a sabedoria e o conhecimento não é logrado num gesto único, mas diante de varias e infinitas de tentativas e possobilidades.

Errar, sim, erramos, é natural. Culpar-se, não, por quê? Melhor analisar-se, reflexionar em torno da vida e seguir. Perdoar a si próprio, sim, porém não manter uma conduta passiva diante dos fatos, combatê-los, expurgá-los, erradicá-los. E sempre, sempre recomeçar.

Como diz a letra do Lulu Santos, “já não tenho dedos pra contar de quantos barrancos despenquei, de quantas pedras me atiraram e quantas atirei. Tanta farpa, tanta mentira, tanta falta do que dizer, nem sempre é “So Easy” se viver. Hoje eu não consigo mais me lembrar de quantas janelas me atirei e quanto rasto de incompreensão eu já deixei. Tanto bons quanto maus motivos, tantas vezes desilusão, quase nunca, quase nunca a vida é um balão. Mas o teu amor me cura de uma loucura qualquer e encostar no teu peito e se isso for algum defeito, por mim, tudo bem”.
Só o amor cura.

quarta-feira, 18 de março de 2009

MÚSICA PRA LEMBRAR

Em muitos momentos da nossa vida sofremos, em outros estamos felizes, alegres, viajamos, nos apaixonamos, nos separamos, nascemos, vivemos, passamos por vários momentos e sentimentos em nossas vidas, dores, romances, e sempre há uma música para nos lembrar cada um desses dias, dessas horas, desses segundos.

O fato é que sempre há uma bela musiqueta tocando em algum lugar, num determinado momento. E será essa bela canção que nos fará lembrar esses momentos daqui a cem anos, duzentos, mil.

Assim como os cheiros, as músicas podem nos fazer voltar no tempo, voltar para o momento exato, para o mesmo ambiente, viver novamente tudo aquilo.

Uma viagem, tem uma música para lembrar. O primeiro amor, tem a música da época que faz você ficar pensando em como era bom aquele tempo de inocência. O primeiro encontro com o seu grande amor, tiro e queda, a música do momento era...

São sentimentos nostálgicos que carregamos, mas são importantes para provar que vivemos que somos humanos e sensíveis.

Pense num momento da sua vida. Coloque a música pra tocar e feche os olhos. Muitas vezes nem precisamos fechar os olhos, só em ouvir os acordes, a letra, o refrão, logo nos salta a mente o momento exato, os detalhes, as cores, as cenas, os diálogos, a hora, o dia, o mês, a estação, o ano.
É fantástico.

É fascinante. Então, música pra lembrar, lembrar de estarmos vivos.

terça-feira, 17 de março de 2009

Palavra do dia: CORAGEM!

Recebi num email... não sei de quem é essa citação mas achei muito boa e por isso resolvi compartilhar com vcs!

"Faça o que você tem que fazer agora. Não olhe para os outros. Não espere que eles façam. Apenas siga adiante, você mesmo. Então ao ver você os outros se sentirão inspirados. Se temos coragem, o Pai dá ajuda. Deveria haver tais coisas poderosas e positivas em nosso esforço. O fruto prático disso é felicidade interna e poder. É esse poder que nos move. Quando acumulamos tal poder a adversidades vêm, teremos a coragem para saltar por cima delas e voar. "

sexta-feira, 13 de março de 2009

Sem choro, nem vela!

Nem tudo que parece é de fato,
nem tudo o que entusiasma leva ao destino mais certo..
nem todo término de algo na nossa vida é sinônimo de dor,
nem toda paixão é de fato amor...
É preciso ter coragem para assumir nossos atos
É preciso fôlego para correr, mas, principalmente, é preciso discernimento para também parar...
Porque a mesma luz que nos faz enxergar um mundo infinito de novas possibilidades, pode também cegar.
Despido da névoa da ansiedade, sigo feliz!
Ainda mais adiante, em paz comigo mesmo, mergulhado na amplitude dos meus sentimentos, alimentando minha alegria e saciando minha alma com a serenidade necessária...

terça-feira, 10 de março de 2009

Ser Adulto

E ser, antes de tudo, independente. Foi preciso que eu saísse de casa, mudasse de cidade e passasse a pagar as minhas contas para que pudesse (de uma vez por todas!) tornar-me o que sempre quis.

SIMPLES ASSIM

Qual o melhor aspecto da infância? É que ela termina logo!

A Martha Medeiros respondeu isso durante matéria pra uma revista: dei risada e identifiquei-me completamente. A escritora conta que mesmo com a infância tranquila e feliz contava os minutos para crescer. "Não via a menor graça em ser dependente de tudo e todos. Ter que obedecer. Seguir regras que não eram as minhas. Fui bem comportada, um anjo de menina, mas, por dentro, era uma subversiva em potencial. Eu tinha certeza de que o mundo adulto era infinitamente mais divertido e estimulante do que o infantil. E não me enganei". Nem eu!

Também concordo que, embora tivesse um video game de última geração, uma prateleira com dezenas de carrinhos, armários cheios de jogos e caixas e caixas de gibis, o melhor brinquedo que ganhei (conquistei) na minha vida foi essa tal de independência...

ISSO NÃO É CONVERSA DE CRIANÇA

Pensem numa frase que me irritava profundamente! Ora, mas que coisa bem chata ser criança, eu dizia pra mim mesmo.

...

Esses dias vi uma menina implorando que a mãe lhe comprasse chicletes. Outra chorando porque não podia comer sorvete antes do almoço. São exemplos ínfimos perto das diferenças significantes entre um adulto e uma criança, mas vamos concordar que é extremamente interessante fazer o que se quer na hora que se quer, comer doces o dia inteiro se tiver vontade, sair do banho e ir pra frente do ventilador, andar de pés descalços, comprar tudo o que quiser, ir pra rua com pouco agasalho no frio, etc, etc.

Bom, quando me tornei adolescente a coisa não mudou de figura, pelo contrário, só tinha mais certeza: preciso ser dona do meu próprio nariz! Nunca quis parar no tempo e nunca morri de saudade da época que não tinha responsabilidades.

CONTRAPONTO

Digamos que eu passei toda a minha infância tendo consciência de que ser adulto não era fácil, mas, mesmo assim, sempre quis ser um.

Já escrevi outras vezes aqui no blog que isso talvez tenha acontecido porque os problemas chegaram cedo na minha casa. E nunca me esconderam absolutamente nada do que acontecia ao meu redor!

Isso tudo até pode não ter sido fácil, tampouco foi difícil. Aliás, não foi difícil e muito menos traumatizante. É que eu via certas situações e tudo o que eu queria era ter voz. Queria ajudar, ser ouvido, participar ativamente, sabe?

Bom, mas ao contrário do que muita gente (em especial quem não me conhece pessoalmente) possa ter pensado, eu tive uma infância maravilhosa! Graças à Deus as coisas boas sempre sobrepujaram às ruins. Não tenho do que reclamar, mesmo. Tive muito amor, apesar da timidez tenho vários amigos e muita criatividade e energia pra inventar as mais loucas brincadeiras.

Tenho ótimas lembranças! E nenhuma cicatriz dos tempos nublados.Só uma força que parece inesgotável, uma gana pela tal da independência, uma obsessão por liberdade, uma fé, esperança e otimismo inabaláveis e uma certeza de que tudo sempre dá certo.

E DESDE SEMPRE FOI ASSIM...

Hoje em dia, conversando com os familiares que acompanharam o meu crescimento, é engraçado constatar que os resquícios dessa minha independência começaram muito antes de eu sequer saber o significado da palavra independente. Muito antes de eu completar um ano de idade, aliás.

Pra começo de conversa eu nasci prematuro. Segundo os registros da mãe (leia-se: Livro do Bebê), dei meus primeiros passos com apenas 6 meses e 5 dias. Pelo jeito eu não queria perder tempo mesmo! kkk

Nessa mesma época eu já falava algumas palavras. E, alguns meses depois, dei um susto em todo mundo quando resolvi que era hora de sair do berço. Ao invés de chorar pra chamar a atenção da mãe, como a maioria dos bebês faz, eu simplesmente "escalei" as grades do berço (até hoje ninguém sabe como). Me joguei! Dizem que, na época, isso foi um fato marcante. E sempre quando converso sobre me infância esse fato é sempre lembrado.

Ah, e olha o desaforo: com 11 meses eu chamava a mãe de Miti (o nome dela e Mirtes) - não de mamãe! E aos 4 anos e meio já começei a aprender o alfabeto...

Comparo meus feitos precoces com essa pressa que me faz dormir pouco, relaxar quase nunca. Essa ansiedade de fazer tudo ao mesmo tempo, não me estressar com bobagens, conhecer todos os lugares, conversar com as pessoas. Essa necessidade de fazer tudo por mim, de tentar não precisar de ninguém, de jamais perder tempo com pessoas ou ocasiões que não valem a pena, de fazer questão de ser sempre o corajoso, o decidido, o sensato, o disciplinado.

PRA FECHAR COM CHAVE DE OURO

"Eu cumpri todo o protocolo infantil e virei a página: não voltaria nem meia-hora para a infância. Bicicleta, ando até hoje. Amigos, tenho cada vez mais. De imaginação e fantasia, sigo bem abastecido. Saudade de quê, então? De ir dormir na hora que me mandavam, mesmo estando sem sono? De ter que estudar matérias que eu já previa que não me serviriam pra nada? De ter que sair da sala bem na hora em que o papo estava ficando bom? De acreditar em Papai Noel?"
Ainda preciso dizer que assino em baixo?

segunda-feira, 9 de março de 2009

De volta!

Eu costumo evitar escrever aqui quando estou muito triste ou eufórico demais, já que esses são estados passageiros... prefiro estar equilibrado e centrado pra escrever com clareza, mas agora não tenho como me conter: estou tão, mas tão feliz que tenho vontade de sair e gritar! O sorriso sai fácil e eu não tenho ninguém pra abraçar nesse momento, mas tudo bem! O que importa é que estou empolgado demais a ponto de quase explodir! Voltei de viagem... foi tudo maravilhoso, muitas coisas mudaram na minha vida, conversei com muita gente, coloquei as idéias no lugar e nesse momento meu cérebro transborda planos e alegrias! Em breve postarei aqui os detalhes do meu "diário de bordo". Obrigado vida, obrigado vida, obrigado vida!!!

quinta-feira, 5 de março de 2009

MUDE

"Faz parte da nossa natureza migrar para uma vida melhor..."

Muitos de vocês devem lembrar dessa frase (que passava toda hora na televisão). Não lembro de qual empresa era a propaganda (acho que era da TIM), mas a frase me marcou. Aliás, tudo o que tem a ver com riscos e transformações costumam mexer comigo de uma forma muito particular.

No natal minha irmã me deu de presente o livro "O sucesso é ser feliz" do Roberto Shinyashiki - psquiatra e escritor. Gosto da maneira clara que ele escreve. São textos curtos, simples até, mas repletos de exemplificações, pitadas de motivação e histórias reais. Como quis dizer no post anterior, a realidade não é triste, é bonita inclusive.

Na verdade, mal comecei a ler o tal livro (não tentem entender, mas faço isso com frequência, compro-os, ou ganho-os e espero até que, lá da prateleira, eles me chamem... até que seja o momento de encarar de frente um determinado assunto). Hoje senti a necessidade de começar. Talvez porque meu 2009 esteja iniciando diferente demais. Sinto que é a saga dos anos ímpares: perseguem-me cheios de caminhos, instabilidade e frios na barriga. Do jeito que eu gosto!

"Faço parte do universo
Não estou imune aos movimentos
E voltas que o mundo dá
Como folhas secas jogada aos vento
Sem nunca saber onde vou parar..."

Confesso que muito do que me tornei seria improvável pra mim mesmo, anos atrás. E, partindo do princípio que sempre é tempo de evoluir, mudar de ideia (ainda não me conformo em escrever ideia sem acento!). Uma música do Frank Sinatra, My Way, que diz mais ou menos assim... "se eu acertei ou se errei, fiz isso da minha maneira". É assim que tento levar a minha vida!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Qualquer coisa que sinta...

O que eu quero é o estalo dos dedos. É o morder da maçã. É o beijo roubado. É o encontro não marcado. É o choque. É a felicidade, é a tristeza, é a raiva, é o amor e é o que mais vier e se apresentar como sentimento. Eu quero é o sonho que ninguém nunca sonhou. Mas que mesmo assim virou realidade.

O pensar é longo. Demorado. Introspectivo. Devagar. O sentir é furioso. Agudo. Desesperado. Inesperado. Eu quero a surpresa, e não mais o mistério. Chega de investidas investigadas. Chega de procurar o que eu não conheço e temer. Eu quero o encontro. A descoberta. A vida.

Mil idéias ao mesmo tempo. Um turbilhão de emoções que vêm à tona de repente e me deixam frente a frente comigo mesma numa descoberta explosiva do eu que eu mesmo desconhecia. Quero quebrar um espelho agora, e ter sete anos de sorte. Tem jeito? Não me interessa o ouro que se esconde atrás do arco-íris. Quero justamente o pote que guarda esse ouro. Tem explicação? Quero entrar em uma espécie de êxtase profundo. Quero até o oriente. Quero norte e sul.

Quero você, que eu talvez não conheço. Que talvez não exista. Que eu não sei onde mora. Que eu não sei se fala português. Mas que fala a mesma língua do meu coração. Quero você, que vai me fazer intenso na dor e na alegria. Que vai me fazer gritar, cantar, sorrir, chorar, sentir e, finalmente SER. Que vai filosofar comigo por noites e dias sem se cansar. Quero você, que vai me fazer sentir a liberdade que eu tanto procuro, mesmo quando eu estiver nos seus braços.

alguém...ninguém...amém

Confesso que estou um pouco impressionado com certas coisas. Flashes que voltam à mente. De um jeito completamente diferente. Constatações que dão um certo frio na barriga. E como tudo se explica. Tudo se explica. O interesse, os mistérios da vida, as máscaras que caem, despencam e não mais atormentam. As vendas que eu doei, as que descartei e também as que encontrei. As que usei... Os olhos no fim se abriram. Se chocaram. Enfim, para o bem, meu bem... Agora eles enxergam além, muito além.