domingo, 18 de setembro de 2011

A caneta, minha companheira...

É bom tê-la comigo nos bolsos, na pasta, ao alcance das mãos. É bom saber que está ali, quieta, porém pronta para registrar os sentimentos que, por alguma razão, não consigo enclausurar dentro de mim. Sem você talvez, as palavras não teriam a força que têm, os versos não seriam relidos e as letras de música provavelmente não retratariam a inspiração momentânea que as fez surgir. Sem você grande parte do conhecimento teria se perdido e muitas paixões definhariam ante a ausência de cartas e declarações escritas de amor. Imaginar a minha vida sem você é o mesmo que me enxergar pela metade, sem a metade que a sua tinta insiste em mostrar aos outros. Tudo a revelar que, ao se encaixar por entre os meus dedos num rompante mágico de inspiração, transforma-se inegavelmente na extensão mundana da minha alma.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sol de Primavera


"Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos, quero ver brotar o perdão, onde a gente plantou, juntos, outra vez. Já sonhamos juntos, semeando as canções no vento. Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar. Já choramos muito. Muitos se perderam no caminho. Mesmo assim não custa inventar uma nova canção, que venha nos trazer sol de primavera, abre as janelas do meu peito, a lição sabemos de cor, só nos resta aprender..."