sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Na Bahia, tudo é motivo de alegria!

Lauro de Freitas, mais um paraíso que Deus nos proporcionou. Um município com cerca de 130 mil habitantes, que tem o terceiro maior PIB do Estado, várias industras que se instalaram nos últimos anos com ênfase em bens de consumo final, cujos principais segmentos são: construção civil, brinquedos, eletroeletrônicos, cosméticos e alimentos.

Outro segmento que move a economia de Lauro de Freitas é o turismo. A cidade apresenta grande potencial para a hospitalidade e de lazer. São sete quilômetros de belas praias, cerca de 22 mil hectares de Mata Atlântica em Área de Proteção Ambiental apta para o ecoturismo. Nas praias, o movimento nas barracas chega a ocupar 1.100 pessoas no verão e cerca de 600 na baixa estação. Contudo o atrativo mais importante de Lauro de Freitas é a qualidade de vida e trabalho que pode oferecer às pessoas. Também conhecida como a cidade dos condomínios de luxo, Lauro de Freitas é uma alternativa para muitos famosos que querem fugir do stress da capital Salvador.

Bem, isso tudo quem me disse foi o nosso guia turístico, o Cláudio. Um menino de 11 anos, sagaz como só ele, uma criança cativante. Uma companhia incrível que tivemos durante nossa meteórica passagem por lá.

Chegamos em Lauro de Freitas as 14 horas e logo conhecemos nosso guia e fomos visitar as principais praias e as opções de lazer. A Praia de Buraquinho, com suas areias são enfeitadas por coqueiros e formações rochosas bem interessantes. Foi a que me chamou mais atenção, apesar da sua infra-estrutura que ainda ser pequena. Lá que gravamos a maior parte do programa, conversamos com os nativos, turistas, a Lívia pegou ondas, tudo dentro do previsto.

No final da tarde, terminadas as gravações foi quando aconteceu o melhor. Pela primeira vez andei em um quadriciclo. O vento forte no rosto, uma imensidão de mar de um lado, paisagens desertas de outro... sensação de liberdade, o bichão corre que só vendo. Como olhar aquelas areias a se perder no horizonte e não querer acelerar? Emocionante, prazeroso! Em meio a muitas risadas... Disputam uma corrida entre os membros da equipe, é claro que não foram todos que tiveram coragem de participar. Foram sete pessoas, no final fiquei apenas em terceiro...pelo menos subi no pódio virtual!


Ao falar de emoção liberdade e passar por essa experiencia, acho que cabe uma reflexão. Particularmente falando, acho que tudo na vida que é feito com emoção tem muito mais graça - em todos os sentidos que a palavra emoção é capaz de abranger. E é por isso que, na contramão de muitas teorias de estabilidade, prefiro virar o jogo e começar do zero quando perco o entusiasmo por alguma coisa/algum lugar/alguém.


Ao entardecer, depois de um dia cansativo, decidimos voltar para Salvador. Acho que já estou até entrando no clima dos baianos que tanto critiquei no meu último post. Fiquei cansado, com uma preguiça típica deles. O pessoal saiu de noite para conhecer um pouco mais da cidade. Já eu, fiquei na pousada assistindo um dos programas que mais gosto “A Grande Família” que por sinal ontem estava hilário! Sempre quando falo nesse programa tenho completar que o Agostinho é o cara... Malandro que só ele!
Hoje é um dos mais esperados por mim. Vamos gravar com o pessoal do Chiclete com Banana. Primeiro iremos fazer uma externa com eles e depois vamos para o ensaio do show de amanhã, no parque de exposições de Salvador!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Sorria, você está na Bahia!

Os vendedores de bugigangas (fitinhas do senhor do bonfim, colares, escapulários, artesanatos e afins) falam tanto essa frase que às vezes dá vontade de chorar por estar na Bahia! Sério, a maioria é muito mal educada... incomoda o tempo todo, quase pulam em cima da gente tentando vender as coisas... colocam colares no seu pescoço e fitinhas no pulso quando você menos espera dá vontade de esguelar um monte daquela garotada. Eles quase não nos deixam tirar fotos e caminhar pelo Pelourinho em paz. Fora isso, se você não comprar ou não dá atenção pra eles, são uma estupidez contigo!
Ok, não quero ficar falando mal do povo, mas isso são fatos! Já viajei para muitos lugares turísticos e nunca foi assim. Conheci um cara gaúcho que mora em Salvador e ele me contou que no início estranhou muito tudo isso... diz que os baianos pedem um refrigerante tipo assim: "ô, me dá um refrigerante aí", sem dizer por favor, obrigado e afins... Fora isso, eles querem extorquir os turistas a qualquer custo!
Na Praça da Sé, um baiana cobra 15 reais pra tirar uma foto com ela. Outra coisa que a gente percebe e irrita muito é a malevolência das pessoas mais pobres... porque há um paradoxo, de um lado aquela gente pobre até não poder mais e de outro restaurantes e condomínios dos ricaços de Salvador. O problema é que os pobres querem ganhar esse dinheiro "fácil"... sem trabalhar. Tenho dois exemplos clássicos. O primeiro é que uma hora na internet custa entre R$ 5 a R$ 7 reais. o segundo é o mais impressionante. O meu colega passou a manhã inteira tentando conseguir com que alguém lavasse o carro da nossa equipe... sabe o que justificavam? Que era grande demais. Ou seja, trabalhar para ganhar dinheiro que é bom, nada! Esses soteropolitanos são muito tranquilos!
Mas tudo também tem o seu lado bom. Chegamos aqui por voltas das 16 horas e tivemos o restante dia de folga. Pude conhecer muitos pontos turíticos bonitos. A praia da Boa Viagem, da barra, a Praça da Piedade, Praça da Bahia, Praça da Sé, que a noite fica ainda mais bonita, o famoso Pelourinho. De noite, fomos para uma casa noturna que chama "All music bar", foi divertido. Agora a tarde, vou ao município de Lauro de Freitas, cerca de 35 km de Salvador, grava parte do programa. Dizem que lá é um lugar muito bonito e se tratando da Bahia não duvido muito.

Fazendo as pazes com a GOL

Não, não é porque eles resolveram servir sanduíches no vôo... É por causa de outra das minhas grandes paixões: a leitura. Vindo para Salvador, eles distribuiram resumos de 15 páginas do primeiro capítulo do bestseller do professor e historiador Geofrey Blainey - traduzido no Brasil como "Uma Breve História do Mundo". Terminei o resumo com gosto de quero muito mais!

Vontade de sair correndo da aviao à uma livraria pra ler até o fim. Mas me contive: estou lendo dois outros livros simultaneamente e preciso terminar primeiro.

Bom, mas voltando à pequena gentileza da GOL, "Uma Breve História..." narra com uma costura perfeita, sem perder o foco e de forma bastante detalhada (e relativamente simples, pra leigos no assunto, como eu) a trajetória da humanidade. A vida dos primeiros nômades, o surgimento das religiões, as guerras, os grandes impérios, a evolução da nossa linguagem, a geografia das mais variadas civilizações, enfim... muito, muito interessante.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A vida é como um bolero de Ravel

"Quando eu penso que tu estás recém aprendendo a voar, te vejo decolando com facilidade". Ouvir essa frase ontem foi de muita valia pra mim, mesmo.
Fico feliz quando consigo superar as minhas expectativas e das outras pessoas. Adoro agradar, odeio não suprir com o que esperam de mim e, principalmente, com o que eu espero de mim. Esse elogio feito pelo meu chefe me dá ainda mais força para conseguir lutar contra os meus pontos fracos, vontades sazonais, e me manter firme em busca de meus objetivos.
Me cobro mais do que qualquer pessoa possa imaginar e até por isso os elogios não me envaidecem ou iludem. Mas assim como tudo na vida é momentâneo: a vida real sempre me alerta. Tenho ciência de que não sou nem um terço do profissional que pretendo me tornar e o tipo de pessoa que quero ser.
O mundo do imediatismo unido à minha impaciência aguda por vezes faz com que a ansiedade e a tensão falem mais alto. Mas toda turbulência passa quando me dou conta que nem nos meus melhores sonhos de 3, 4 anos atrás imaginava viver tudo o que tenho vivido. Olho para os lados e às vezes custo a acreditar, sério. Desde coisas mais banais, como sair pra jantar fora a hora que eu quiser, aliás, todos os dias se eu tiver vontade... ou ir no supermercado para fazer compras, de coisas mais supérfluas até as mais sérias como me sustentar, pagar minhas contas. Sem contar com todas as oportunidades profissionais... com os aprendizados, improvisos, os lugares e pessoas que tenho conhecido e as lições que o jornalismo me ensina praticamente todos os dias.
Olhar em volta e ver o quanto a minha vida se transformou, aliás, têm se transformado em pouquíssimo tempo é gratificante demais. Ninguém pode imaginar o quanto isso me faz bem. O gosto é ainda melhor porque não caiu do céu... tudo conseqüência de trabalho, estudos e das próprias (e chatas) cobranças que citei no início do texto. É claro que alguns verdadeiros anjos apareceram na minha vida nesse meio tempo e foram fundamentais em todo processo... pessoas que acreditaram em mim, me ensinaram muita coisa sobre vida e trabalho, me fizeram ter sempre os pés no chão e não me deslumbrar com essa história de televisão e, claro, contribuíram muito com tudo que penso hoje. De outro lado, aqueles que fecham as portas, que te puxam pra baixo... esses são tão essenciais quanto. Ao invés de prejudicarem, me alimentam, me dão capacidade, força, coragem e motivação pra achar uma fresta qualquer ou pular a mais alta janela.
Nessas alturas, agradecer por tudo já me parece pouco. Mas é o que me resta e é o que eu não canso de fazer: obrigado, vida!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Quem quer receber, tem que se dar

Uma vez, ao fazer uma reportagem sobre o vestibular, alguém me disse uma frase que nunca esqueci... sabe aquele tipo de coisa que quando a gente ouve simplesmente mexe com a gente? E parece que foi feita sob medida para a situação que estamos vivendo? Isso acontece muito comigo e, acho que com todo mundo. Seja nas músicas, nas poesias, nos jornais... mas principalmente nas conversas. Quando a frase é dita por amigos, há quem chame de empatia, de afinidade ou simples percepção para com o outro.

Mas o interessante mesmo, é aquela - teoricamente - coincidência, sabe? Alguém, por acaso, em algum lugar, sem mais nem menos, fala alguma coisa para você ou perto de você... justo perto de você... justo algo que você precisava ouvir! Coincidência? Eu denominaria destino. E, ainda, acredito no clichê de que nada acontece por acaso... acredito sim que cada pessoa entra na tua vida pra acrescentar alguma coisa. Lições e experiências que eu tento sempre absorver de forma positiva... claro que a vida deve dar muito mais sinais que não me é perceptível aos olhos... muitos ensinamentos que às vezes passam correndo por mim... tipo entropia, sabe? Poderia dizer que é distração, mas partindo do princípio de que na medida do possível tento sempre aprender quais os ingredientes de fazer sempre o melhor, de se sentir sempre feliz... então, acho que ando seguindo o caminho certo.

É tão utópico, pra tanta gente, não? Nos meus dias escuros então..é demais...

Bom, mas e a frase?? Para dizer bem a verdade, esqueci sim qual exatamente era a frase... mas o sentido dela ficou para sempre na minha mente e, juro, que mesmo sem lembrar com exatidão toda vez que posso tento repassar o que aquele professor de biologia uma vez me me falou durante uma entrevista... sobre amor e sacrifícios... sobre o quanto temos de fazer escolhas, nos abdicar de certos prazeres da vida, fazer difíceis escolhas para chegar à algum lugar ou conseguir algo que realmente queremos. Quando existe algo que nos é ou será muito importante, não precisamos e nem devemos pensar duas vezes antes de nos sacrificarmos... privações, mudanças, cansaços, noites sem dormir ou sei lá o que. Sei que quando há esforço, há amor. E quando há amor é porque vale a pena. Lógico que a frase dele foi bem mais bonita, explicativa e objetiva do que meu último parágrafo, mas o que vale é a intenção. Quando o assunto é trabalho, não me arrependo de nada que fiz ou que deixei de fazer. Muitos lugares que deixei de ir, pessoas que não convivo com tanta frequência, enfim... tantas vezes, claro, tive perguntas sem respostas... algumas dúvidas básicas, mas sempre uma certeza: o lugar onde quero chegar, o caminho que quero seguir, o futuro que pretendo e sei que vou vivenciar. Já diria a música que eu tanto ouvia lá pelos meus 13 anos: "quem quer receber, tem que se dar".

Falando em frase, um estimado amigo me disse: “reflita: sexta não será como quinta”. Depois de tanto pensar cheguei a uma conclusão. Elementar meu caro amigo... Claro que sexta não será como quinta, assim como nenhum dia é igual ao outro, pois a cada momento que passa fazemos e refazemos a nossa história, por isso vos digo, temos q aproveitar cada hora, minuto e segundo de nossas vidas! Pois eles com certeza serão únicos!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Metamorfoses que a vida nos aplica!

Como diria Veríssimo "Pensando bem, em tudo o que a gente vê, vivencia, ouve e pensa, sonhar alto dá trabalho". Mas diz aí se a recompensa não é muito maior? E nem falo só de dinheiro, não. Falo da liberdade que a gente sente quando passa a se virar. De como a gente realmente se conhece quando tudo dá errado e temos de tirar forças nem sei de onde pra levantar de novo e fazer dar tudo certo. De como é bom rir à toa, ter esperanças, olhar para os lados, ver que estamos fazendo tudo certo e seguir em frente.
Melhor do que isso? Ver que, de fato, tudo está nos conformes. Aquela coisa do lugar, do momento, das pessoas. Sentir-se em paz mesmo. Por isso digo que morar aqui tem sido muito mais do que uma montanha russa, cheia de altos e baixos, cheia de momentos intensos, extremos... muita felicidade versus muitas dificuldades. Acima de tudo, tem sido um verdadeiro exercício de conhecimento, um aprendizado, uma lição de vida. Quero bis e quero mais. Preciso de fortes emoções, frios na barriga, cotidiano cigano, desafios.
E que assim seja!!!

Sábado solidário!

Minha boa ação da semana! Hoje doei sangue voluntariamente no hemocentro do Rio de Janeiro! Foi mais surpreendente e satisfatório do que eu poderia imaginar.
Daqui a três meses - tempo que dura para o sangue ser reposto no meu organismo, volto lá com certeza! Fica aí a minha sugestão então: faz um bem gigante para os outros e mal nenhum pra vocês. Falando nisso, preconceito e ignorância não podem fazer parte de ninguém bem informado em pleno século XXI, não é? Além de todo o material ser descartável, doar sangue não enfraquece, não emagrece, não dói, não causa nada de problemas! No máximo baixa a pressão da pessoa e ela se sente tonta, mas isso é momentâneo! De qualquer forma eles são super cuidadosos! No meu caso, senti um baita sono, daí me deixaram um tempo deitado e depois ganhei sanduíche, suco e chocolate!
Na volta pra casa ainda caminhei bastante... me sentindo mais forte do que nunca! Agora a tarde vou sair.... Vou na feijoada da escola de samba Grande Rio! Só para provar q doar sangue não intervere no nosso cotidiano! hahaha
Se vocês espalharem essa idéia pra pelo menos os amigos mais próximos, já é uma grande coisa! E, por sinal, se algum de vocês foram sdo sangue O negativo, como eu, vá correndo doar sangue, pois esse tipo sanguineo é o mais difícil de se conseguir... Doem sangue!!! É um gesto simples e rápido que pode salvar muitas vidas!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Para que serve uma relação?

Lendo a entrevista que o médico e escritor Drauzio Varela encontrei a definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação: "uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil".
Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom e merece ser desenvolvido. Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara um jantar, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonito ao seu modo. Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.

Quinta-feira que não passou...

A minha quinta-feira foi marcada pela a completa falta de inspiração, apatia. A falta de vontade de qualquer coisa que seja. Desmotivação, pura inércia. Nada faz rir ou chorar. Tudo sempre igual. Sem rumo, sem chão, sem endereço. Sem tristeza, sem alegria. Sem ânimo, sem euforia. Um breve desejo de saculejo, muito fraco, sem força suficiente para alterar esse dia. Essa foi a minha interminavél quinta-feira, as mesmas pessoas, a mesma rotina. A cabeça não raciocina. Porém eu vivo, eu como, eu respiro, eu subo e desço... E não sei bem ainda o que fazer com essa sina. Uma vida boa, com tudo que se precisa e um pouco mais. Conforto, amigos, família, mesa farta. O que mais posso querer eu? Uma nova loucura, um t.o.c., um desatino talvez. Quem sabe um beliscão no braço, daqueles de torcer a pele e fazer queimar para depois fazer sarar no ar gelado de um falso abraço.