quarta-feira, 25 de março de 2009

Para refletir...

Hoje vou postar um texto que discutimos ontem no meu trabalho. Ele diz respeito aos aspectos das linhas editoriais dos veículos de comunicação mais conhecidos do país. Não sei quem é o autor (é mais um daqueles textos que circulam na rede com autor desconhecido), mas, a pessoa que escreveu tem uma boa noção sobre o perfil desses veículos de comunicação e soube brincar com as características de cada um deles. Conseguiu também encontrar um jeio engraçado para nos mostrar como anda a Comunicação produzida no Brasil.

Ler este texto também é importante para nos lembrar que não é muito aconselhável que o leitor ou telespectador seja muito fiel a um único veículo, porque dessa forma, ele corre o risco de se acostumar demais com um estilo jornalístico e acabe se limitando a conhecer outras versões e visões dos fatos.

Enfim, divirta-se e reflita com o texto abaixo. Chapeuzinho Vermelho na Imprensa - Diferentes maneiras de contar a mesma história:

JORNAL NACIONAL: (William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...'. (Fátima Bernardes): '... mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia'.

PROGRAMA DA HEBE: 'Que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?'

BRASIL URGENTE (Datena): '... onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? ! A menina ia para a casa da avozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não.'

REVISTA VEJA: Lula sabia das intenções do lobo...

REVISTA CLÁUDIA: Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.

REVISTA NOVA: Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.

FOLHA DE S. PAULO :Legenda da foto: 'Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador'. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

O ESTADO DE S. PAULO: Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.

O GLOBO: Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo pra salvar menor de idade carente.

AQUI: Sangue e tragédia na casa da vovó.

REVISTA CARAS :(Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte). Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: 'Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa'.

PLAYBOY: (Ensaio fotográfico no mês seguinte) Veja o que só o lobo viu.

REVISTA ISTO É: Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.

G MAGAZINE: (Ensaio fotográfico com lenhador). Lenhador mostra o machado.

SUPER INTERESSANTE: Lobo mau! Mito ou verdade?

DISCOVERY CHANNEL: Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.

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Minha conclusão:
A midia que tem como missão informar a população sem emitir sua opinião, mas cada vez mais ela assume o papel de julgar, condenar, de maneira precipitada, muitas pessoas da sociedade sendo certas vezes tendenciosa. A opinião da imprensa está evidente em vários fatos do nosso cotidiano.

Na política isso fica mais claro. Afinal, a grande mídia foi contra aos governos de JK e Getúlio Vargas; apoiou o golpe militar de 1964 e a ditadura; apoiou Collor e abafou a crise econômica do Brasil em 1998 para que FHC pudesse ser reeleito.

Esses fatos, comprovam que a imprensa nacional além de ser parcial, pertence a algumas poucas famílias, é um oligopólio e defende interesses de certas oligarquias do país. Se a imprensa brasileira não consegue ser imparcial como deveria ser , acho que ao menos é preciso democratizá-la, é preciso diversificá-la, para que ela não continue sendo propulsora de um pensamento único.

Enquanto isso não acontece, é cabe a sociedade buscar e diversificar suas fontes de informação para que com isso criem sua própria opinião, deixando de se informar apenas por certa poderosa rede de TV e suas afiliadas, bem como deixando de lado rádios ligadas a esses oligopólios de comunicação.

O ideal é, sempre que puder, variar as fontes de informação, ou mesmo comparar as diferentes maneiras como as notícias são apresentadas e, só depois, cada cidadão refletir sozinho e ter discernimento para formar sua própria opinião.

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