O que eu quero é o estalo dos dedos. É o morder da maçã. É o beijo roubado. É o encontro não marcado. É o choque. É a felicidade, é a tristeza, é a raiva, é o amor e é o que mais vier e se apresentar como sentimento. Eu quero é o sonho que ninguém nunca sonhou. Mas que mesmo assim virou realidade.
O pensar é longo. Demorado. Introspectivo. Devagar. O sentir é furioso. Agudo. Desesperado. Inesperado. Eu quero a surpresa, e não mais o mistério. Chega de investidas investigadas. Chega de procurar o que eu não conheço e temer. Eu quero o encontro. A descoberta. A vida.
Mil idéias ao mesmo tempo. Um turbilhão de emoções que vêm à tona de repente e me deixam frente a frente comigo mesma numa descoberta explosiva do eu que eu mesmo desconhecia. Quero quebrar um espelho agora, e ter sete anos de sorte. Tem jeito? Não me interessa o ouro que se esconde atrás do arco-íris. Quero justamente o pote que guarda esse ouro. Tem explicação? Quero entrar em uma espécie de êxtase profundo. Quero até o oriente. Quero norte e sul.
Quero você, que eu talvez não conheço. Que talvez não exista. Que eu não sei onde mora. Que eu não sei se fala português. Mas que fala a mesma língua do meu coração. Quero você, que vai me fazer intenso na dor e na alegria. Que vai me fazer gritar, cantar, sorrir, chorar, sentir e, finalmente SER. Que vai filosofar comigo por noites e dias sem se cansar. Quero você, que vai me fazer sentir a liberdade que eu tanto procuro, mesmo quando eu estiver nos seus braços.
Quero você, que eu talvez não conheço. Que talvez não exista. Que eu não sei onde mora. Que eu não sei se fala português. Mas que fala a mesma língua do meu coração. Quero você, que vai me fazer intenso na dor e na alegria. Que vai me fazer gritar, cantar, sorrir, chorar, sentir e, finalmente SER. Que vai filosofar comigo por noites e dias sem se cansar. Quero você, que vai me fazer sentir a liberdade que eu tanto procuro, mesmo quando eu estiver nos seus braços.
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