domingo, 7 de novembro de 2010

Literatura

Sou fascinado por leitura! E quando se trata de literatura, os meus olhos brilham quando correm pelas páginas dos livros.
Certa vez ouvi alguém dizer que "os livros são o alimento da alma". Concordo plenamente com essa concepção, presumo que a minha alma deva estar bem 'gordinha'.
Não há nada como Érico Veríssimo pra me fazer sonhar.
Juremir Machado da Silva pra me pôr contra mim mesmo e me enfrentar a cada parágrafo lido. 
Martha Medeiros pra satisfazer minhas ânsias.
Jô Soares pra me divertir, embaralhando personagens e histórias.
José Saramago pra me encher de dúvidas me apontando uma nova maneira de escrever e de interpretar ideias.
Jorge Amado pra me surpreender com um imaginário desconhecido e repleto de magia.
Arnaldo Jabor com suas criticas.
Isabel Allende pra me emocionar com uma realidade histórica e com sua sensibilidade que choca.
Jostein Gaarder para me mostrar o meu caminho. Ele e Sofia moldaram boa parte do meu Mundo. E por causa deles, ainda cuido minha caixa de cartas esperando por aulas de filosofia.
Stephen King pra me perturbar, afinal não há nada melhor do que desafios bem contados.
Gabriel Garcia Márquez para me fazer vibrar com personagens que saio a procurar por aí, de tão reais e verdadeiros. Sei que ainda vou me deparar com fatos que ele já descreveu.
Muito do que sou, foi escrito por eles!

A chance que pedi!

Há certo tempo fiz um post para a minha mãe, e hoje resolvi falar de Carlos Gama, 71 anos, meu pai.  Falar da minha relação com meu pai é engraçada. Durante toda a minha vida vi ele como um irmão bem mais velho, sempre disposto a me ajudar a acobertar minhas travessuras e até incentivá-las. E como toda convivência de "irmãos" as brigas eram frequentes. Sempre por bobagens e assim como todas as minhas “brigas” nunca duravam mais do que meia hora. Os pedidos de desculpas aconteciam sempre antes dos dois pegarem no sono. Regra da casa.
Pra quem não sabe, meu pai é contador, trabalhador e desde os seus 16 anos já tinha uma grande responsabilidade com a família. "Seu Gama" está sempre disposto a aprender, viajando pros quatro cantos do mundo e escutando atento tudo que as pessoas dizem. Meu pai gosta de aprender. Sempre foi bom pra beber, isso ele também me ensinou muito bem kkk. Adora uma novidade. Lembro da primeira vez que, depois de muita insistência, levei ele ao festival de cinema de Ouro Preto, mostrei o informativo que eu havia escrito e assisti junto com ele Buena Vista Social Club, do Wim Wenders. A sessão terminou e saímos os dois faceiros. Eu soltando o verbo sobre o diretor alemão e ele só ouvindo. Gosto disso. E gosto mais ainda quando estou ouvindo música e ele passa pela porta e fala: "Hoje você ta que ta!".
Mais as lembranças, não são so de coisas boas. Também passamos por muitos momentos difíceis, quando minha mãe teve derrame, a volta repentina de uma viagem durante muito tempo aguardada, a decisão de mudar de cidade para agarrar as oportunidades que a vida me deu. Ou como na pior situação que passei na minha vida, apesar dele não estar ao meu lado só conseguia pensar na minha mãe e nele. Os conselhos, sempre tentando mostrar a dialética da vida para que pudesse tomar a melhor decisão.  
De dezembro pra cá, a saúde dele ficou frágil e as idas e vindas do hospital aumentaram. O meu homem de ferro, começou a dar sinais que estava precisando ainda mais dos seus filhos. Por mais que saiba a lógica da vida, vê-lo também em um leito me deixou perplexo. Só queria uma chance de fazer tudo o que não fiz, e tudo o que sempre tive vontade de dizer. Ainda bem que Deus, pela segunda vez me deu a chance que pedi (a primeira foi com a minha mãe) me deu essa oportunidade que muitas pessoas não tem. Com isso, minhas atitudes também sofreram algumas alterações, passei a dar uma maior atenção aos meus pais lhe dedicando mais tempo, quero que eles desfrutem o maximo da minha companhia, por que ao morar longe deles sei bem o que é precisar de um ombro, de um colo nos nossos momentos de maior dificuldade, E com isso percebi que não precisava ser a pessoa egocentrica que muitas vezes demonstrava ser, por ser independente, porque trabalho, ganho meu dinheiro. Hoje mais do que nunca, faço questão de dividir tudo com eles, meu tempo, meus problemas, minhas alegrias, meus conflitos, e como isso é bom!
Essa nova fase, aumentou também a nossa amizade. Entre um exame e outro, trocamos ideias de vida, reflexões, o nosso Galo que sempre foi um grande elo de ligação entre a gente. Começamos a nos aproximar ainda mais através da literatura, música e cinema. Também existe períodos de silêncio. Mas não aqueles castradores, onde a gente não sabe o que faz. Silêncio porque não precisa dizer. Tá tudo ali, no olhar.
Hoje, apesar de todos os perrengues que passamos juntos, sinto que ele não o vejo como mais meu irmão e sim meu pai. Uma palavrinha tão curtinha, a forma como sempre o chamei mais que só agora tenho a certeza do seu real significado.
Carlos Gama, obrigado por tudo mesmo!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Aulas que são lições para toda a vida....

Hoje quando estive na entrada do Colégio da minha afilhada, Bruninha, reparei na simplicidade das crianças, umas conversando, outras brincando, outras colorindo, desenhando.... E é ai que quero chegar! Vocês se lembram de quando eramos pequenos, nas primeiras aulas de desenho... Não???? Façam um esforço!!!! kkk.

Com a lembrança  dessas aulas, que comecei a ter a convicção de que quero re-descobrir e a re-colorir a vida sem pressa pra acabar. Fazer como aprendemos na escola. Com traços leves, riscos pequenos. E paciência, muita paciência. Saber a hora de ir e voltar, para continuar naquilo que acredito. De dar acabamento, trocar de cor, contornar. Lembro dos mapas do caderno de cartografia. Do tanto que cansava pintar tanto mar. Mas ver tudo caprichado, bonito e perfeito no final não tinha preço, e cá entre nós quando recebiamos um elogio da minha mãe ou da professora. Levantava qualquer moral.

Então escolhi colorir e pensar minha vida assim. Do mesmo jeito que aprendi quando criança. Devagar, devagar... Com calma, a gente chega lá. Para não precisar a voltar a estaca zero.  Aprender. Dividir tudo em partes também é uma arte. Equilibrar pra não rolar escada abaixo. Um dia é verde, o outro é cinza, amanhã é vermelho e depois vem o amarelo – tanto faz. Fora as horas negras, as transparentes. Azuis, marrons, multicoloridas como um prisma...

O mês passou, voou, e novembro está ai. Foi rápido porque soube dosar as cores, as trocas... Agora paro no final do dia pra fazer as pontas de todos os lápis de cor.

Apontar, sim eu aponto – com o dedo indicador – para o que quero que continue  aparecendo para eu pintar. Na lista, o mar, a lua, o sol, a chuva, a Afonso Pena, a Av. do Contorno, as montanhas que vejo da janela do meu quarto.  A pista, os amigos, mãe e pai, irmãos, sobrinhas. O que vi e ouvi. Os encontros, as comidas, as conversas, as surpresas. O mundo que esta aberto  a minha volta.

Hoje é quinta e no estojo todos meus lápis vou guardar. É que amanhã quando acordar – ainda de olhos fechados – só um eu vou pegar. Qual será a cor? Tenho até uma  idéia de qual será! Mais a única certeza é que tenho que colorir sem rabiscar as minhas páginas em branco. Desenhar a vida. Registrar. Contornar problemas, colorir dilemas – com muito acima de tudo cuidado pra não rabiscar ou riscar para não perder o que realmente quero. Traço um caminho, tudo o que quero. Pinto meus sonhos e isso é sério. Sem assim fazer, não há desejo ou prazer que venha  acontecer de verdade.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Post recuperado kkk

Esse que tem um certo tempo que deixei arquivado.. muito porque creio que ele ainda não está concluído, o final ficou estranho. Porém, como vou viajar resolvi coloca-lo hoje aqui do jeito que está.

Coitado, ele não tinha coragem...

Imaginem só, falar o que queria, chamá-la para dançar! Que?! Nunca!
Poderia passar vergonha com qualquer outra.... menos com ela.... E ele era orgulhoso, medroso...

Imagina ter que lidar com um não! Já pensou? Descartou toda e qualquer possibilidade de decepção. Abraçou forte junto ao peito as expectativas que ele mesmo havia criado. Sabia que eram todas dele... mas nem por isso deixou de levá-las a sério.

Se comparava a um menino desajeitado de 14, 15 anos. Ele sabia que ela nunca olharia pra ele. Ele sabia que nem tudo era como ele imaginaria. Mas só aquele dia, que por ironia do destino ele ficou ao lado dela, já valeria o ano inteiro. E apesar de isso afastar a grande maioria que só estava ali pra uma passagem rápida, o deixava cada vez mais e mais preso, sem saber muito bem que medida tomar.

Ele queria mais. Poderia optar simplesmente por "não tentar". Ia ficar ali, sentado, sorrindo que nem idiota cada vez que lembrasse daquele comentário de despedida. Mas depois que a observou já era impossível pra conseguir voltar atrás. Porque sabia: já era tarde demais. E não tinha mais como evitar todas aquelas dúvidas...

Passaram a trocar mensagem, se relacionar no mundo virtual. Ele gostava do jeito que ela falava, de como o fazia se sentir (por mais que na maioria das vezes a deixasse sem reação - e completamente sem saber o que pensar). Ela não era como as outras, não era vazia ou "decifrável" kkk. E pensar que na tal noite ele nem queria sair de casa. Não demorou pra entender que os olhares eram pra ela. Tudo era. Ele também não sabia explicar. Aconteceu... os recados, as conversas tímidas, a afinidades, sintonia, a reciprocidade.

Será tudo um erro pelos motivos mais óbvios que a vida poderia dar? Mas, no fundo, ele não ligava. O medo de não tentar era absolutamente maior do que o erro em si que poderia estar por vim, pois tinha certeza do que sentia, e talvez por isso não ele se importava tanto com as consequências.

Antes de dormir, lembrou que ela tampouco era como todas as outras. Sorriu, com uma ponta de esperança de que, talvez, as coisas pudessem mudar. No dia seguinte, quando olhou pro céu, se espantou ao ver o sol. Foi ali que se lembrou que não precisava sentir receio algum. Pelo menos não por parte ele.

Encheu o peito de ar (como fazem todos aqueles super-heróis de cinema, que sempre parecem ter muita coragem), mas não pode fazer nada, não deu tempo para que pudesse mudar a rotação da Terra ou as estações do ano para seguir em frente.

Só disse: ".............".

Sim, disse tudo o que queria esquecendo de todo o receio inicial, aquele do inicio desde texto...
Imaginem só, falar o que realmente sentia! Que?! Nunca!
Ele se expôs, por vontade própria, como nunca antes tivesse feito, com máxima transparência como todas as conversas que tiveram até então. Muito sua convicção. E foi rebatido com uma veemência enorme!


Para ele, tudo era impossivel de digerir, aceitar! Nada entrava na cabeça dele, todas as palavras ditas por ela ficaram martelando em sua cabeça por horas, dias.... Ele sempre se indagava, se indignava -  Como tudo aquilo pouco que ele havia "decifrado"  poderia ser tão diferente, e pior que isso, como poderia ser da maneira que ela lhe dizia??? A culpa só poderia ser dele. Fato como mato!

Mesmo assim ele não desistia, sempre assim. E lá ia ele, tentando demonstrar que estava tudo bem,  preocupado com as próximas palavras que iria dizer. Só que nada era tão agradável do que quando ficavam lado a lado, levados até mesmo pelo silêncio.

As indagações

"Se nada nem ninguém me impedisse, que realidade eu gostaria de estar vivendo hoje?


Estou vivendo onde eu gostaria de viver?


Estou vivendo com quem eu gostaria de viver?


Estou fazendo o que eu gostaria de fazer?"


Essas são indagações são do escritor Eduardo Shinyashiki, mas acho que se todo mundo deveria incorpora-las elas no dia-a-dia tudo seria mais fácil. A maior parte das pessoas reclamam, mas não move uma palha pra mudar a realidade. Minha dica é: faz essas perguntas todas as noites antes de dormir e traça uma estratégia para que tudo fique da maneira que deseja.


Não tem como ser feliz se não vivermos de acordo com o que faz bem pra gente. Deixar o comodismo pra lá, esquecer todos os pré-conceitos e vamos ser felizes. As coisas dependem de nós, muito mais do que imaginamos. Tudo é uma questão de opção e a situação que estamos vivendo hoje, seja ela boa ou ruim, é fruto exclusivamente das nossas escolhas. Parar de culpar os fatores externos, provocar suas mudanças e escolher ser feliz... aconteça o que acontecer. Como eu escrevi aqui certa vez, as pessoas mais felizes não têm necessariamente o melhor de cada coisa. Elas simplesmente tornam tudo melhor.


Uns poderão dizer que se conselho fosse bom eu vendia, eu sei. Mas quem sabe um dia vocês vão se lembrar deles.


Cada minuto de tristeza, é um minuto perdido.


Esse conselho também (ou porque não principalmente) vale pra mim... eu já comece há um tempo!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

É QUE VC NUNCA AMOU DE VERDADE

Não sei contar quantas vezes na vida já ouvi esse diagnóstico. Quem convive comigo sabe que, apesar de ser racional, de coração de pedra eu não tenho (quase) nada. Mas confesso que já começava a acreditar na referida frase. Foi só carinho, foi só atração....


Eu não encontrava uma paixão arrebatadora nas histórias que tenho pra contar, mas acabava me perdendo no julgamento alheio. Cheguei a acreditar que precisava me entorpecer ou cegar pra deixar de fazer parte da estatística dos insensíveis. Tolinho. 


Dia desses modifiquei todos os meus (pré) conceitos. Li a mais perfeita definição de almas gêmeas. E descobri que esse par metade que ouvimos falar desde criança e que, supostamente, vive como num conto de fadas, é, na verdade, uma condição. Ninguém é alma gêmea de ninguém. Uma pessoa está alma gêmea para a outra. Entender que pessoas podem ser substituíveis e que a conquista diária é a única coisa que deve durar para sempre - partindo do princípio de que todo mundo muda com o passar dos anos - talvez seja o primeiro passo para tornar eficaz essa realidade.



Li a mais perfeita definição de almas gêmeas. E isso me trouxe uma certa tranquilidade. Foi um momento que despertou em mim uma certeza que, sabe lá porquê, andou adormecida. Não vai ai nenhum sentimento saudosista, já que para os me conhece sabem que, para mim, passado é passado, lembrança para a vida, uma página virada. Porém essa cereza ispertou em mim a constatação que de sentir-me completo: sem a fantasia, o misticismo e as fábulas que nada têm de reais. 




Pude entender que já amei. Mesmo sem as loucuras arrebatadoras, sem batidas descompassadas, sem perder o controle das minhas atitudes. Amei. Simples assim. Sem muitos obstáculos, sem final melodramático, sem o exagero de filmes e novelas. E o melhor tambem me trouxe a certeza que ainda posso amar cada vez mais seja com esses sentimentos ou não.


Muito do que não tive e citei no parágrafo anterior resumiria melhor uma paixão. Daquelas que não se sustentam na intimidade, nas picuinhas do dia-a-dia, na dificuldade pra pagar uma conta. 



Em 28 anos de existência, estou cada vez mais convicto que o amor de verdade se estabelece na paz, no ombro amigo, na confiança, nas gargalhadas, nas brincadeiras. Concretiza-se em cada careta, em cada resmungo, em cada semblante ao acordar. E que fica mais forte em cada problema, em cada tristeza, em cada diálogo, em cada dificuldade, pelas quais todos nós passamos. 

 

"Tempo, tempo, tempo (não desapareça)"

A música do Pato Fu é só para falar de uma certa tese que diz o seguinte: para desacelerar esse tempo que às vezes parece passar voando, nada melhor do que inovar... encher a vida de coisas diferentes! Fazer o que nunca se fez, conhecer lugares, conhecer pessoas, enfim, sair da mesmice.

Aliás, acabou de passar uma outra propaganda na TV que segue a mesma linha: o tempo é igual pra todo mundo, a diferença é o que você faz com ele.


Acho que a vida é fazer diferente, porque o tempo da gente assim dura bem mais! Quando você faz tudo igual, parece que você não fez nada. E a sensação é de que o tempo voou. Ou seja podemos dizer que a velocidade do tempo é diretamente proporcional ao tamanho de sua rotina.
 
Bom, e nesse sentido, não tenho do que reclamar. Cada minuto têm sido muito bem aproveitado.