terça-feira, 8 de setembro de 2015

Decidir


Muitas vezes nosso coração e cabeça têm opiniões, gostos e tempos diferentes. Um está sempre mais certo do que o outro. Um pensa em parar, enquanto o outro consegue se sustentar por mais uns instantes. Um diz chega, e o outro tenta ir mais adiante.

No momento em que entram em sintonia, vem então a hora mais esperada: a decisão.

Não é raro o coração ou a nossa mente se predominarem pela certeza, em acreditar que a melhor decisão a ser tomada é aquela que está que está lá, seja na mente ou no coração, e pronto! E é esse momento que se age pelo sentimento chamado impulso.

E a consequência?? Arrependimento. Agir com ímpeto é trabalho em dobro, é, muitas vezes, irreversível.

Para exemplificar o que estou falando, acho que cabe usar uma metáfora bem simples. Atravessar a rua. Segundos antes de você atravessar a rua,Em uma metáfora, podemos dizer que segundos antes de você atravessar a rua, um lado do seu cérebro diz: VAI; e o outro diz: ESPERE MAIS UM POUCO, enquanto ficamos avaliando qual a melhor decisão a ser tomada.

Só saberemos se a decisão tomada foi a melhor se conseguirmos chegar ao outro lado  sem nenhum risco ou acidente. O mesmo ocorre em muitas situações da vida. Muitas vezes temos uma vontade incontrolável de voltar atrás e de atrasar o relógio, de nos dividirmos para agradar a todas as pessoas com as quais nos relacionamos.

Conhecemos diversas pessoas que agem por impulso e atravessam a rua, e que não chegam do outro lado porque se precipitaram. Atitudes impulsivas, na maioria das vezes, resultam no erro, no fracasso. Podemos perder muitas coisas depois de proferir palavras e gestos impensados. Esse tipo de arrependimento nos corri, destrói por dentro. As palavras não voltam atrás e talvez seja tarde para receber o perdão.

Por um momento você pode achar que demorou a agir, a tomar uma decisão, que fez o que achava certo, mas acabou magoando alguém. Espere, algum dia este alguém descobrirá que você pensou muito e que pensou por tudo. Se você sabe que tomou a atitude certa, mesmo que por um instante tenha magoado o outra pessoa, não se culpe.

A melhor forma de perceber que tomamos uma decisão correta e lembrar daquela sensação de alivio de se pagar uma conta, de estar com a sede saciada.... Enfim de estar com a consciência tranquila e poder ter uma ótima noite de sono.

O post de hoje foi após escutar uma das minhas músicas favoritas, e que diz assim:
"Ora, se não sou eu
Quem mais vai decidir
O que é bom pra mim?
Dispenso a previsão"




quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Para frente!

Há um tempo vivia com a mania de sempre olhar para o chão, sem perceber. Um certo dia uma pessoa me perguntou porque fazia isso, se eu estava procurando alguma coisa. Confesso, fiquei sem resposta.... Desde então, comecei a evitar esse tipo de olhar que até me ajudava a evitar alguns tropeços. 

Olhar para frente passou a ampliar meus horizontes, me fazendo olhar para os lados e até mesmo para trás. Embora não saiba precisar se aprender esses olhares aconteceu ao mesmo tempo ou aos poucos, o importante é que percebi que o olhar que temos sobre nossa trajetória é aquele que define o que nos tornamos, mesmo quando existem lágrimas. Aprendi que a vida retribui da maneira como a olho. 

Essa nova maneira de ver o mundo me levou ao olho no olho com a minha existência. Não olhar mais para o chão representou um confronto comigo mesmo e com as coisas que estão ao meu redor ou as que já estiveram. Olhar a vida de frente me permite não ter medo e perceber que o  destino, mais que um desafio desconhecido, pode ser um aliado. E esse sentir é muito bom!

Borboletas - Mario Quintana!

Hoje escutei essa música que me fez lembrar do texto de Mário Quintana.... bem oportuno! 






"Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. 

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. 

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você"

Mário Quintana


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Divagando....

Não sou um cara perfeito, vivendo uma vida perfeita. E nem quero, longe disso. Quero meus defeitos. Meus efeitos. Viver um dia de cada vez, respirar. Ter a certeza de que hoje será o melhor dia.

É estranho, eu sei, mas a única certeza que temos é o hoje. O agora. Por isso, não queira saber o que vou sentir daqui a 10 minutos? Uma semana? Dois meses? Um ano. Sinceramente, não sei.

Eu não sei que caminhos que irei seguir. Nasci assim: conheço o fim e o improviso é o meio.
Falta de juízo? Pode ser. Não sei.

Tenho a necessidade de sentir antes de pensar. Para depois agir.

E vivo como vive quem planeja: bato a cabeça do mesmo jeito. Arrisco. Machuco. Sangro. Costuro. Quando a tristeza diminui e fica mais fraca, ela vira lembrança, olho o meu presente e percebo que, como o próprio nome já diz, é isso que ele é: um presente. Me reconstruo.

Percebo que estou onde realmente deveria estar. Que se pudesse voltar o tempo, nada iria mudar. A história é uma só e sempre é construída hoje, aqui, agora. E que todo momento tem um propósito de existir.

Cada um vive de um jeito. Eu preciso, eu mereço! 

Me arrisco! Se não der certo foi porque quis! Resultado?

Aprendi. Ponto pra mim!

Quanto maior a dificuldade, maior o prêmio. Não é assim que aprendemos? Mas a realidade é que temos o que precisamos, não o que queremos. Minha vida é assim. Me atrevo. Corro, Caio, me aventuro. Quero descobrir o que há de melhor e pior em mim, nos meus silêncios, nas minhas verdades e nos meus segredos.

Tenho orgulho de quem sou. Sou criança sempre aprendendo e crescendo. E vou continuar assim. Gosto de abraçar apertado, olhar com verdade, suspirar de emoção, sentir alegria!! Acho graça onde não há sentido. Acho lindo o que não é. O simples me faz rir!

O que importa é o que faz os meus olhos brilharem, meu o coração bater forte, o sorriso saltar da cara. Existem coisas que não precisam ser explicadas!

Considero que as pessoas são sempre grandes. Ingênuo? Talvez.
Enxergo o mundo sempre lindo e às vezes cinza, mas tenho lápis-de-cor para pintá-lo da minha maneira.

Tenho um coração grande, muito maior do que eu. Não sei minha altura... talvez eu tenha o tamanho de um sonho. Coragem eu tenho um monte. E claro, medo também. Sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Contar até três

A cada dia tenho a convicção de que a operação matemática mais difícil nos momentos de intempestividade é aquela de contar até o número três. Isso por constatar que nas atitudes impensadas as lamentações, desculpas, arrependimentos se fazem presentes. Sendo que essas reações poderiam ser evitadas se tivéssemos parado e usado os três segundos para o "nada".

É no silêncio que se pode falar alto, é no "nada" que podemos encontrar muito. E é, muitas vezes, quando desejamos tudo é que nos perdemos em nós mesmos. Passando a colocar nos outros responsabilidades que quase sempre deixamos de notificá-los a respeito das mesmas. Tudo isso por deixarmos em segredo todas nossas expectativas.

Quando aprendi essa infalível saída matemática, aprendi que não posso, não devo pré julgar o meu próximo. Sempre dou as pessoas as chances que dou a mim mesmo. Não me justifico mais. Mas, me explico sempre. Ou quase sempre. Em qualquer ofensa dirigida a mim, espero a calma e perdoo até o perdão não pedido, e desculpo até mesmo a desculpa muda numa retificação que pode nunca chegar. Mas quando corrigido um discurso me acalmo e me dou a chance de apreciar a atitude maior e humilde de um sorriso que meus olhos podem ver.

Sempre me dou as chances que me forem necessárias para seguir no caminho das coisas que acredito. Me dou a chance de me reconhecer.

terça-feira, 28 de julho de 2015

O BARCO DA VIDA





Os meus amigos costumam dar risada das minhas frases subjetivas, dessa minha mania quase incontrolável de fazer analogias ou encontrar metáforas para definir as situações que estou vivendo e as emoções que estou sinto. Quem convive comigo, quem me conhece de verdade, sempre sabe sobre o que estou falando.

Hoje, por vários motivos – pra sair do lugar comum, pra tentar aos poucos reativar o blog e, por último, mas não menos importante, pra que eu nunca esqueça esta fase - decidi dissertar sobre uma postura que, há tempos, é verdade, adquiri perante a vida.

Barquinho na correnteza, li dia desses em um texto do muito legal do Caio Abreu.  E é sobre ele que discorro aqui!

Sentia-me inquieto com o fato de não ter tudo sob controle, hoje sei, tem muito mais a ver com infantilidade do que com autoritarismo. Já escrevi tantas vezes sobre as maravilhas da maturidade que temo tornar-me repetitivo, mas, desta vez não posso me contive. 

Era difícil pra mim, antes dos 20 anos, aceitar que nem tudo iria acontecer da maneira que eu esperava. Se a ansiedade típica do leonino é ainda uma característica que preciso domar, dia a dia, que dirá há pouco mais de uma década, quando a pressa e o imediatismo me faziam crer que todos os meus planos se realizariam na hora pretendida…

Quantas situações melhores aconteceram tempos depois de eu (pré) julgar que tudo havia dado errado? Quantas experiências adquiri vivenciando momentos que, se pudesse ter escolhido, não vivenciaria? Quanto cresci com a demora, a espera e a paciência adquirida muitas vezes sem vontade? Impossível mensurar.

O fato é que tudo, absolutamente, acontece quando tem que acontecer e no tempo de Deus. Simples – e perfeito – assim.

Percebi que, embora os planos ainda existam, não posso subestimar a força dos acontecimentos. Não posso deixar de exaltar a importância e o aprendizado daquilo que surge sem aviso prévio, que se concretiza mesmo quando parece que tudo sai do script.

Resolvi admitir que a vida é bonita mesmo quando tudo sai do controle. E que seguir os conselhos do Caio é mais prudente do que um dia eu pude imaginar…

“Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará”.

Deus dará, antes e acima de tudo, os frutos do que plantei com dedicação e sinceridade. Deus dará. Nem sempre o que eu desejo, sejamos francos, mas exatamente o que eu preciso.

Simples – e real – assim

DE VOLTA

Depois de um tempo decidi voltar a escrever no blog, sejam todos bem vindos!

Foi estranho voltar aqui depois de alguns anos, confesso.... nem a senha lembrava mais! Mas ao mesmo tempo, ao reler meus textos, alguns com imagens e vídeos perdidos com o passar dos anos, revivendo histórias e relembrando sentimentos, me senti motivado a voltar a postar aqui. 

Espero que gostem!