Os
meus amigos costumam dar risada das minhas frases subjetivas, dessa
minha mania quase incontrolável de fazer analogias ou encontrar
metáforas para definir as situações que estou vivendo e as emoções que
estou sinto. Quem convive
comigo, quem me conhece de verdade, sempre sabe sobre o que estou
falando.
Hoje,
por vários motivos – pra sair do lugar comum, pra tentar aos poucos
reativar o blog e, por último, mas não menos importante, pra que eu
nunca esqueça esta fase -
decidi dissertar sobre uma postura que, há tempos, é verdade, adquiri
perante a vida.
Barquinho
na correnteza, li dia desses em um texto do muito legal do Caio Abreu. E é sobre ele que discorro aqui!
Sentia-me
inquieto com o fato de não ter tudo sob controle, hoje sei, tem muito
mais a ver com infantilidade do que com autoritarismo. Já escrevi tantas
vezes sobre as maravilhas da maturidade que temo tornar-me repetitivo,
mas, desta vez não posso me contive.
Era difícil pra
mim, antes dos 20 anos, aceitar que nem tudo iria acontecer da maneira
que eu esperava. Se a ansiedade típica do leonino é ainda uma
característica que preciso domar, dia a dia, que dirá há pouco mais de
uma década, quando a pressa e o imediatismo me faziam crer que todos os
meus planos se realizariam na hora pretendida…
Quantas
situações melhores aconteceram tempos depois de eu (pré) julgar que
tudo havia dado errado? Quantas experiências adquiri vivenciando
momentos que, se pudesse ter escolhido, não vivenciaria? Quanto cresci
com a demora, a espera e a paciência adquirida muitas vezes sem vontade?
Impossível mensurar.
O fato é que tudo, absolutamente, acontece quando tem que acontecer e no tempo de Deus. Simples – e perfeito – assim.
Percebi
que, embora os planos ainda existam, não posso subestimar a força dos
acontecimentos. Não posso deixar de exaltar a importância e o
aprendizado daquilo que surge sem aviso prévio, que se concretiza mesmo
quando parece que tudo sai do script.
Resolvi
admitir que a vida é bonita mesmo quando tudo sai do controle. E que
seguir os conselhos do Caio é mais prudente do que um dia eu pude
imaginar…
“Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará”.
Deus
dará, antes e acima de tudo, os frutos do que plantei com dedicação e
sinceridade. Deus dará. Nem sempre o que eu desejo, sejamos francos, mas
exatamente o que eu preciso.
Simples – e real – assim

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