Competição - no sentido tradicional da palavra - não me entusiasma nem um pouco. Talvez porque desde cedo eu tenha aprendido a ser uma bom perdedor ou ganhador não sei hahaha. Quando nada cai do céu, inevitavelmente, torna-se mais fácil confiar no que se faz e ter certeza de que os resultados podem sim ser só uma questão de tempo e persistência. Andei conversando com uma amiga sobre o assunto e resolvi expor meu ponto de vista aqui (olha só que novidade!).
Acho um pouco inútil querer chegar a um objetivo tendo a conquista ou a derrota alheia como base. Eis uma analogia bem barata: uma prova de natação. Como o nadador vai chegar em primeiro lugar ao fim da piscina se entre uma braçada e outra perder tempo olhando para os lados ou para trás, preocupado com a posição do oponente?
Competição que me estimula de verdade é aquela que estipulo entre as duas que vivem por aqui, a pessoa e a profissional de ontem e a de hoje. Nada consegue me dar mais vontade de progredir, aprender e fazer bem feito do que tentar me superar. Sei direitinho meus defeitos e não vejo problema algum em nunca estar completamente satisfeito.
É também por isso que sempre deixo a mudança tão evidente nas minhas atitudes. E não falo em displicência ou falta de vontade de criar raízes, mas na necessidade de não me deixar guiar pelo comodismo e a passividade. Certo dia li que para se embelezarem, as árvores trocam as folhas, e as pessoas, as idéias. Genial, embora simples.
Já no quesito heart and relationship, confesso que, pra mim, chega a perder a graça quando a procura é maior do que a demanda, se é que vocês me entendem. Por mais que a concorrência exacerbada ajude a "valorizar o passe", não vejo muito fundamento em me munir de mil artimanhas só para ficar com alguém.
Até porque, acredito piamente que perder é também conquistar.
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