O homem realmente livre é aquele que prontamente troca de lado quando alguém lhe mostra que ele estava no caminho errado.
A constatação, de Silvio Ribeiro de Castro, fez-me lembrar as pessoas que não faço muita questão de ter por perto. É incrível como conseguem ser desagradáveis, os inflexíveis.
E não percebem que são os grandes prejudicados da história. Não sou eu que digo, é fato, quem nunca admite erros e fraquezas inevitavelmente acaba excluído do convívio daqueles que o amam.
Se é que conseguirei me fazer entender, confesso acreditar que todo mundo está destinado a ter uma música na vida difícil de se virar o disco: uma intolerância, um vício, uma relação, um sentimento, uma atitude. Mas persistência e disposição não são só palavras de dicionário. Toda mudança é questão de tempo e vontade.
Como otimista que sou, acredito que nascemos, acima de tudo, para a felicidade. E para sermos lapidados ao longo da vida. Pela natureza, pelo dia-a-dia, pelas dificuldades, o diálogo, a convivência... a transformação parece ser sempre o caminho mais seguro, uma ação comprometida e verdadeira com aquilo que existe de mais importante.
Assim como li dia desses - num livro que em breve indicarei aqui no blog - descobrir-se tem de visar, primeiro, enxergar as coisas com novos olhos. E não necessariamente encontrar novos lugares.
Quantas pessoas você conhece que passam a vida fazendo tudo igual e esperando que os resultados sejam diferentes? Reconhecer nosso melhor e nosso pior e não se deixar levar pelo vitimismo devia, desde cedo, ser lição de casa.
Não se trata de riscos, reviravoltas infudadas ou falta de personalidade, mas de gastar energia com o que realmente valha a pena. E mudar, quando sinônimo de crescimento, sempre vale. Mudar, pra ser feliz, ainda mais.
Porque não há nada mais gratificante do que conseguir transmitir aos outros apenas o melhor que está em você.
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