Você pode estar perdidamente apaixonado por alguém que não vale uma batida do seu coração, e decidir não seguir em frente para não se machucar. Ou, então, seguir em frente, quebrar a cara e, finalmente, sofrer como um condenado, chafurdando em lágrimas e brigadeiro, ouvindo a sábia voz da razão que diz "eu avisei".
Acredito que o verdadeiro amor nunca morre. Mas, contrariando o velho ditado, o amor não é uma dor - a paixão, sim. O amor é sábio, escolhendo, muitas vezes, o caminho mais difícil, mas infalível. Creio nisso, sinceramente. Temos um coração - um órgão tão teimoso, que nem suas batidas podemos controlar, é algo involuntário. Os sentimentos também são assim - indomáveis, terrivelmente arrebatadores, porém ingênuos. Mas ainda temos a razão amiga e sábia, que nos permite puxar o freio antes que o irrefreável nos domine por completo. Ainda somos racionais, e isso nos permite escolher entre o sofrer e o amor-próprio.
Um comentário:
Sua reflexão é mais do que pertinente, eu que o diga, afinal quantas vezes pensei a respeito disso com as mudanças e rumos que a vida toma, principalmente pelas pessoas que nos deixam marcas e depois precisam descer em algum ponto do caminhão. Precisamos deixar as pessoas voarem, elas permanecem nos nossos corações mesmo quando vão embora, se voltam, é para começar um novo capitulo. Isso tem muito a ver com deixar a vida acontecer e aceitar que nada, nem sempre, é eterno.
beijos, adorei!
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