Tudo na vida é passageiro, menos o motorista e o cobrador.
Piadinhas à parte, sim, é tudo passageiro. O amigo daquele verão pode já não estar por perto no inverno seguinte. A árvore que recostava aquele banco pode já não estar mais lá na próxima vez que eu me sentar, e talvez, nem o banco.
As pessoas passam pela gente e a gente passa pelas pessoas. Algumas não nos notam e talvez não tenhamos notado algumas delas.
Algumas tomam um pedaço do nosso coração e se vão, e de vez enquando lembramos daquele tempo que passamos com ela. Chega a ser engraçado isso. Não falo nem de morte, não. Falo do ciclo das coisas. Parece que o Universo segue um ritmo planejado de quem deve entrar e sair da nossa vida. E cada pessoa tem um objetivo de ter aparecido. Assim como cada pessoa, cada oportunidade, cada acontecimento e cada árvore, e cada banco.
Tudo está ali nos dizendo algo.
Quando nos apegamos a certas pessoas ou a certos hábitos, é estranho abandoná-los, dói a mudança. Até porque facilmente viciamos em coisas que nos fazem bem. Mas incrivelmente o ciclo se fecha, a pessoa de alguma forma sai da sua vida, aquele hábito não é mais possível por alguma razão e tudo que se entende é que tudo isso serviu para aprendermos alguma coisa.
Hoje eu aprendi que somos um grande caminhão que vai carregando pessoas, acontecimentos e tudo aquilo que de alguma forma foi especial, mesmo que tenha durado pouco e sumido quando não se esperava. Ninguém disse que era pra sempre. O importante é que eles tem um lugar no caminhão, esse nosso coração que sabe o quão importante foi ter conhecido e vivido cada uma dessas coisas.
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