segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sempre nos embalos...

De volta. Estranha volta. Uma viagem diferente. Sempre bom o gosto do que a gente não sente. Braços abertos, olhos fechados. Tato e olfato apurados. E mil estrelas. Milhões de anos luz. E eu aqui novamente. Desta vez sei lá. Palavras que fizeram valer. Silêncios sábios. Outro tempo.

Incondicional divisão surreal. Vida que eu quero. Escolha, atitude. Jeito de olhar pra frente. Saber o que se quer. Ter certeza do que não faz bem. Viver um dia depois do outro. Sonhar em voz alta. Cantar pra espantar. Lembrar, sempre lembrar.

Rede estranha. Pessoas. Muito prazer. Nuvens que secaram no céu. Tão branco, tão branco, que fica preto. Mas faz parte. E não adianta arregalar, fazer força ou colocar os óculos. Deixa ir. Deixa vir. Solidariedade gratuita. Convite, amizade. É só mesmo naturalmente abrir. Fácil demais o ato de sorrir. Balanço que embala. Sorte de quem passa. Pedra no caminho. Antes de chutar é preciso olhar. Vai que é preciosa. Vai que vale a pena colocar no bolso. Guardar. Arquivar, processar. Ler e reler. Surpresas do destino. É maior, bem maior. Fazer por onde. Se perder por aí. Passar por um lar doce lar.
Sentir saudades do que nunca existiu. Será mesmo que não? Saudades do que não se teve, pode ser chamado de vontade? Ou é mistério de covarde? Deve ser coisa de quem viveu uma história, uma ficção, novela ou seriado da televisão. Porque assim é mais fácil não temer e estar certo de que o final vai ser feliz. E por isso se abrir, atirar no medo de errar. Se é tudo foi-se o nada. E eu continuo na estrada. O caminho é o mesmo. Só muda o meio e tudo o que acontece durante o trajeto. Sempre no embalo...

Um comentário:

Unknown disse...

hj não estou poética...
mas cantar para espantar!!Isso eu sei muito bem!!Não é??Ainda mais qdo sei a melodia de cor!hauahauha
Bjos