Não adianta se forçar a ter uma vontade. Não vale chegar à exaustão para nem se sabe direito o quê. Hoje me irritei comigo. Quase briguei. Mas deixei um lado travar um monólogo necessário. E percebo que depois de muitos dias de diálogos com os outros, rola um momento crucial. De juntar. De deixar rolar mais de mil conversas... O corpo se machuca sendo moderador. Segura a tensão. Explode de emoção. Se trava. Mas esta é uma conversa sem espaço físico. Que acontece em outro tempo. De um jeito que o cérebro não consegue acompanhar. Simplesmente só consegue registrar trechos. Pura retalhação.
Um lado mais forte. Lado líder, prendado. Escalado para costurar a colcha de retalhos. Escolhido por democracia interna de apuração demorada. Duvidosa, melindrosa. Do tipo que pode até estar equivocada. Unanimidade burra. Sem querer, vira ditadura. Mas faz por bem. Desperta sonhos adormecidos. Tortura com baldes de água fria. Se orgulha das artes. Valoriza virtudes – o que restou de pureza.
Os efeitos colaterais reais? Fica mais difícil falar. Dói quando a gente tenta escrever. Não sai suco da laranja que a gente espreme. Mas, de repente... Do nada. Que seja num trago. Só um – dos milhões de habitantes de mim mesmo – resolve se pronunciar. Os outros se calam. Se deixam coordenar. Em paz. Mais zens. Eles assimilam tudo com profundidade. E mesmo que o assunto seja descartável, pode ser no mínimo reciclado. Os muitos restos das tantas coisas – os retalhos – podem ser úteis como unidade. Podem ser reinventados, reciclados, reescritos, redesenhados. E produto final vai se tornando matéria prima.
Um comentário:
Nao cosigo parar de entrar no seu blog!!
Vc bem q podia escrever mais de um texto por dia!
bjao
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