Dias diferentes. A emoção chegou. Esqueceu a porta aberta. Revirou os arquivos de sentimentos. E foi bom. Foi intenso. Proveitoso. Tantas tarefas. Afazeres que não acabam nunca. Hora de lavar – em casa – a roupa suja. De bagunçar pra arrumar. De comer quitutes preferidos. De lembrar do amor. De viver as amizades. De correr contra o tempo. De fazer drenagem na pressão. Eliminar nódulos de dúvidas. Contar histórias. Lembrar da vida. Do que foi bom. Só do que valeu.
Hora de por pra fora. De avisar ao recordar. De beber, beber. De cantar, cantar. De dormir, dormir, dormir. E mais do que nunca, trabalhar. Aproveitar o que é bom. Ouvir o silêncio. Reconhecer as próprias capacidades. Lutar para evoluir. Driblar os erros. Ultrapassar os obstáculos. E não ficar cansado. Viver as supresas. Abrir os braços para o mundo. Fazer novos contatos. Varrer. Cuidar.
Olhar pra frente. Vislumbrar. Sonhar. E a cada segundo agradecer. Desfrutar o mundo. Ver para crer. Trabalhar contra os preconceitos. Dizer a verdade. Palavras mágicas, profundas, intensas. Inesquecíveis. Quentes. Não gripar quando a temepratura mudar. Não descabelar com nada. E chorar só ao se alegrar.
Identificar os anjos, professores e repressores. Abastecer a fonte. Saber que nada é obra do acaso. Que sim, existe sorte. Mas vai além. Com trabalho, com empenho. Gritando sim para nós mesmos. Aceitando, questionando. Aprendendo a acreditar no que somos. E no que seremos. Mesmo que seja necessário não dormir. Porque o tempo é curto para o que viemos. E vamos.
Pode entrar, eu vou sair. Porque deixei a porta aberta. E encontrei a chave de outra. Agora vou abrir, escancarar. E eu sei: eu posso entrar.
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