quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A minha economia

É tempo de crise, de pedidos negados, de um monte de empresários descabelados. Os jornais estão histéricos, as pessoas desamparadas. Imposto pra cá, sonho financiado pra lá. As ruas mais vazias, o Obama na presidência e o preço dos alimentos aumentam. O Rio de Janeiro lindo e movimentado, apesar do tempo instável. O meu sono descontrolado. A correria acelerada. Um movimento novo.

Ansiedade, sentimentos... Reflexões, vontades, disciplina. O mundo democrático está um caos e eu decidi ser uma ditador para mim mesmo. Eu me proibo de... Eu me obrigo a...

Entendo um pouco de economia, mas ainda não sei fazer previsões para o futuro mundial. Escuto uma voz que diz que tanta crise, tantos juros e tanta falação devem ter um motivo maior. Que este reposicionamento e imenso remexer seja capaz de mudar alguns hábitos. Que traga uma lição do bem a quem merecer. Que de alguma forma seja capaz de curar antes mesmo de se cessar.

No mais vale cuidar de coisas da casa, comprar algumas coisas que estão em liquidação, a famosa lei da oferta e da procura. Brindar! Fazer uma ligação porque sente saudade, ficar duas horas se aconselhando com quem tem experiência, não perder a paciência com a pessoa que só sabe te irritar. Fazer novos amigos, perdoar ofensas que nunca existiram, pedir proteção para o anjo da guarda e tentar poupar.

Sinto saudades de ter uma mãe para administrar o lar com tanta maestria, carinho e sabedoria. Sinto uma vontade de chegar em casa, olhar para ela e nem precisar de um abraço para sentir o carinho no ar.

Sinto falta também de ver meu pai a falar, falar, falar. Desde quando eu era muito pequeno ele se sentava na mesinha de cabeceira para lecionar. Me ensinar a viver, entender e – ao principal – ter limites sempre. Mas nenhuma daquelas palavras foram esquecidas por mim. Eu sofria tanto com a intensidade da coisa que, certa vez, mudei meu criado no qual ele sentava de lugar. Posicionei-o do outro lado do quarto. Porém, mesmo com a distância, eu ainda o ouvia e assimilava as palavras muito bem.

Queria poder almoçar em casa todos os dias. Comer os incríveis bifes da Maria. Bifes de boi verde. Endívias, rosbife de filé nos dias especiais, lasanhas, macarrão de forno, frango ensopado, quiabo... De sobremesa um sorvete de creme com licor de casis. Abrir mão disso e muito mais foi o preço que paguei por uma liberdade, pela minha independência. Valeu? Vale. Mas estar com sua família não tem preço. E como diz Sérgio Augusto – de quem eu estou morrendo de saudades e que hoje completa 36 anos de idade (aproveito para dar parabéns ao meu irmão) – esta coisa toda vale a bilhon thousand dollars! hahaha

PS: Alguém aí falou em crise? haha

Um comentário:

Anônimo disse...

Valeu Fillipe!
Mas a crise ta foda!!!Bovespa q o diga! haha