segunda-feira, 13 de abril de 2009

Tempo, tempo mano velho....

Nesse feriado, ao conversar com uma amiga, compartilhei com ela uma reflexão a respeito do tempo. Lembro de ter dito que essa entidade representa por elementos como passado, presente, futuro, antes, depois, agora, para sempre, entre tantos outros, tinha sua própria natureza de ser e de agir, muita vezes pouco compreendida por nós, seres humanos submetidos a ela. Não serei eu, é claro, que fará uma leitura exata do tempo. Não. O que pretendo nesse texto é justamente mostrar como compreendo a ação do tempo na minha vida.

Ao rever essa amiga, tive a oportunidade de relembrar fatos da minha vida nesses anos. Um dado mais do que importante é a nossa amizade que, mesmo com a separação física, se mantém como sempre foi, mas com características acrescidas pela maturidade de toda uma relação e verdadeira como a nossa.

Ao trocarmos as nossas novas experiências que passamos pude perceber com ar de surpresa a nossa transformação. Por mais clichê que pareça, é bem provável que eu faria tudo da mesma forma se pudesse reviver cada segundo. O melhor de tudo foi sentir orgulho da pessoa que me tornei após tudo que passei. Obviamente, o processo não acabou. Ainda bem. Afinal, eu sou como todo ser humano: uma metamorfose ambulante. E é por causa dessa capacidade mutante que a vida se torna cada dia uma caixa de infinitas surpresas.

Não posso dizer o quanto é extremamente impossível segurar a vontade de sentir saudade de certas épocas que nos marcaram. Algumas consideradas como ritos de passagem, como é o caso de uma faculdade. Ah, aqueles quatro anos de estudos e descobertas pessoais e profissionais com certeza são inesquecíveis e até merecem um espaço para eles em um futuro texto. Também não dá para esquecer, infelizmente, de todos os momentos de dificuldade ocorridos tanto na época citada como nos posteriores a ela. O mesmo pode se dizer de quando e como foi possível superar cada uma dessas barreiras, além do quanto tudo isso foi necessário para me fortalecer me tornar uma pessoa madura o suficiente para sobreviver nesse mundo difícil.

Enfim, o tempo é assim: histórias com inicio, meio e fim. Páginas e páginas escritas pela vida e sempre lidas com doses de emoções variadas. Por isso é que devemos lembrar o passado com saudade e viver o presente com toda a intensidade. Sendo assim, o futuro estará em constante transformação e será o que fizermos dele.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

VIVER SEM CULPA, SEM EXIGIR

A gente se culpa demais, exige muitos de nós mesmos, dos outros, queremos a perfeição, quando esta não ainda possível.

Nos culpamos por que não temos o casamento perfeito, a namorada mais linda, o carro do ano, a casa dos sonhos, a vida das novelas, os filhos mais inteligentes, os pais mais atenciosos do mundo, a infância perfeita, os amigos mais presentes, e vamos assim carregando o peso do mundo nos ombros, como se tudo fosse culpa nossa, uma obrigação nossa vencer.

E ainda, quando olhamos a vida dos outros, parecem todos perfeitos, sorridentes, felizes, mas nem sabemos o preço que pagaram para chegar onde estão e o que passam de verdade em suas vidas.

Nem todos serão e são felizes, tem vidas perfeitas, eles sofrem, choram, devem, vivem, sentem medo, dor, insegurança, mas a gente não percebe isso e gostaria de estar lá, levando a vida deles ou igual. Não que seja um crime ou pecado, nada disso, mas é importante termos a consciência de que nem todos poderão ter tudo o que sonham.

E fazer o quê? Nada, pelo menos não se culpar e parar de exigir menos, viver a vida que se tem e nada mais, as coisas acontecerão, se for pra acontecerem, cedo ou tarde elas virão. E se não chegarem, paciência, não foi a sua vez.

A vida não poderá abençoar a todos, isso é fácil de verificar, pois nem todo mundo chegará a perfeição, terá o carro do ano, o corpo perfeito, a vida desejada, as viagens inesquecíveis, fará tudo bem feito e sem erros, defeitos. Mas por outro lado, todos podem viver sem culpar por aquilo que não logrou, por tudo que apenas sonhou e nunca realizou ou não vai mais poder concretizar.

Como dizem por aí, um copo pela metade, podemos focalizar no que falta ou no que tem-se para beber. Existem pessoas que passam a vida inteira pensando apenas nas coisas que poderia ter e esquece as coisas que tem, suspira pelos amores que nunca viveu e não dá valor aos amores que pode amar, faz planos para uma vida que nunca terá e não tem coragem de organizar a vida de que dispõe.

É uma questão muito particular, que cada um de nós pode refletir, uma vez que ninguém pode viver a nossa vida.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

....

Só quem é orgulhoso vai entender: nada me custa tanto quanto infringir as regras que eu mesmo me imponho.

E isso tem sido tão constante nas minhas ações que começo a pensar se não estou enfim deixando de ser orgulhoso.

Hoje, conversando sobre isso com um amigo, cheguei à conclusão... quantas coisas ou quantas pessoas talvez eu já tenha perdido por orgulho? Santa ignorância.

Me considero tão bem resolvido na maioria das vezes, mas ainda me atrevo a deixar situações importantes passarem, por simples receio de dizer o que penso ou sinto.

Ei, leoninos, isso é uma característica nossa, será? Ou talvez seja aquilo de ter me tornado tudo o que aconteceu nesses 26 anos e meio?

A propósito, ontem vi num filme que as nossas cicatrizes tem o poder de nos lembrar que o passado é real. Ainda acrescento: elas são decisivas para o que nos tornamos no presente e pra onde tendemos no futuro.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Um de meus defeitos!

Confesso que nos últimos dias andava com uma certa "preguiça", meio que "sem assunto" para escrever aqui. Mas eis que em plena conversa matinal pelo MSN, veio uma espécie de "click" e resolvi escrever sobre meus defeitos, ou melhor um deles. A ansiedade. Também aqui poderia falar de qualidades que possuo, mas a conclusão que cheguei no final do meu bate-papo virtual hahaha foi que é fácil falar sobre meus defeitos... as vezes porque eles são mais fáceis de serem percebidos por mim.

Tenho total consciência que viver a ansiedade é viver preso ao medo do futuro. O ser humano é ansioso quando há algo em seu coração que ele quer ou teme e duvida que este algo irá acontecer ou tem medo que venha a acontecer. Podemos verificar que a ansiedade está sempre presente como algo do futuro.


Eu sou muito assim, muitas vezes deixo de viver o presente e esqueço que ele é a única coisa que podemos viver. Como no temos uma linha divisória de tempo necessária à nossa evolução, o equilíbrio emocional e psicológico caracteriza-se pelas pessoas que vivem o momento presente. Tento pensar que não é possível viver no meu equilíbrio e aproveitar as diversas oportunidades que a vida me dá se eu não viver o meu momento de agora (embora na maioria das vezes isso seja um pouco difícil). Quando entro em estados de ansiedade, desequilibro totalmente minha capacidade de criar, de transformar e de propriamente conviver comigo.


Sempre tenho a sensação de que me falta algo. Sempre está incompleto, como se a vida me devesse algo ou que eu devo algo à vida. É um estado de pré-ocupação permanente e aí não sobra tempo de viver em harmonia. ... Tenho sempre que me preocupar com o que há de vir. Não consigo me concentrar no que preciso fazer. Sinto que tenho em minha cabeça ou coração alguma coisa que me desvia do momento presente e me dá uma sensação de que posso perder algo importante...

Muitas vezes, sinto a necessidade indispensável de agradar ao outro, e com isso me afasto do meu caminho. Mas quem é que precisa agradar o outro? Por que preciso agradar ao outro. Se não é para agradar o outro, é até pior. É para competir com o outro... Preciso sempre provar muitas coisas para mim mesmo, que posso fazer bem feito, que estou feliz, ou que também sou triste, patético....

Ao fugir do meu próprio destino e poder de decisão passei a criar uma série de necessidades. Esta necessidade de agradar tanto ao outro passou a promover em meus pensamentos o surgimento de insegurança e ela é a geradora das ansiedades. Insegurança é um estado de abandono da fé, da fé em mim e da fé na própria estrutura do universo. Viver na insegurança e a insegurança me leva à insanidade... me leva à má avaliação do fato, me leva a cometer erros infantis e me leva principalmente a ir para o lado errado, e muitas me omitir em determinadas situações.

Mas nem tudo são "trevas", percebo que ao longo de minha existência tenho melhorado muito em relação a ansiedade. Sei que ela sempre estará comigo, mas começo a perceber que posso ter um convivência, no mínimo, mais harmonioza com ela!! Hahaha

Música!

No One's Better Sake - Little Joy

One thought has me turning back
a dozen point the other way
We act upon desire
to each a hand for hire
and patience isn't worth the wait

You've got knives in your eyes
You would be happy not to change your mind
I can't defend you truly
When I worry about smoke instead of putting out the fire

And if we work it outChances abound
We'd be standing our ground
For no one's better sake(better say) goodbye

What are we waiting for?

Hum... What are we waiting for?

How faint might that light becomein focus but at miles away?
Although my position
just gives you an ignition
be certain that I know my praise

So is this how it ends?
Oh with a whimper in the place of a bangI can't defend you truly
When I worry about smoke instead of putting out the fire

And if we work it outchances abound
we'd be standing our ground
For no one's better sake(better say) goodbye
We would be friendsif we tried againI'll take second place
just to end the racefor no one's better sake(better say) goodbye.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Amizades Virtuais...

Uma vez escrevi sobre laços de amizade pensando no quanto essa relação também pode ser vista como um sentimento de amor que não se rompe facilmente. Logicamente, isso também inclui as amizades virtuais, nascidas no ambiente conhecido como internet tão comum para tantas pessoas hoje em dia.

Digo isso para deixar bem clara a concepção do termo que estou utilizando nesse texto: virtual. Existem outras concepções acerca dele, mas essa é a mais conhecida. Isso me faz lembrar de um detalhe curioso a respeito do que acontece com o sentido das palavras. Muitas vezes, o sentido mais conhecido delas acaba se confundindo com seu significado e isso, por sua vez, faz com que muitas pessoas acreditam que uma palavra tenha significado único.


Coincidência ou não, algo parecido ocorre com os laços de amizade criados na internet. O simples fato de não poder tocar, sentir, abraçar alguém não impede a amizade de acontecer e, por esse motivo, o significado de amizade não muda. Esse se adapta. Claro, não podemos ser ingênuos, ainda mais nesse mundo em que o cuidado tem que ser cada vez maior. Também não podemos generalizar. Seja em um site de relacionamento ou num msn, você pode encontrar e se deixar cativar por pessoas muitas vezes distantes fisicamente. Já disse antes e repito: Nada substitui o real. No entanto, quando se há apenas o virtual o jeito é outro. Acredito que nesse caso em que não há o olho-no-olho, têm-se que comunicar e sentir a energia do outro.

Entendo que, assim como na vida real, também podemos nos enganar. Isso é fato e, para ser sincero, uma certeza também. Talvez seja inevitável. As pessoas erram e acertam e é disso que é feito a vida, real ou virtual. Ao buscar um dicionário e encontrar o termo virtual, descubro que uma de suas concepções é a de simulação, algo até próximo do conceito de fictício. Não sei se é assim que funciona porque às vezes encontramos na internet amizades tão reais quanto virtuais. O sentimento não distingue quando o carinho é sincero.

Conversar com um amigo ou uma amiga virtual é ótimo. Parece até que o desabafo surge com mais fluidez, principalmente quando se confia bastante na pessoa que está do outro lado do pc. Já tive amizades que duraram um certo tempo quando achei que seriam eternas, mesmo que eternamente virtuais caso nunca conseguisse vê-las pessoalmente. E tenho amizades muito verdadeiras e especiais, muitas construídas através da internet. Obviamente, a vontade cada vez maior de conhecer essas pessoas tão queridas pessoalmente é maior, tanto quanto na primeira vez.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Mudanças

Pelo menos, uma vez na vida, precisamos fazer alguma mudança. Mas não se trata de mudar por mudar. Não. Tem que ter significado, precisa valer a pena e, se possível, tem que envolver riscos, pois sem eles, não tem graça nenhuma. É um papo meio doido, eu sei. Também é pertinente falar sobre a importância de quem tem medo ou nunca refletiu sobre o assunto.

Vamos ser honestos com nós mesmos. Ninguém gosta de mudar realmente. Raras são as exceções. Afinal de contas, sair do que é certo, perder a solidez que lhe permite caminhar com segurança e conforto, esse último obtido por meio da rotina, é desagradável. O pior de tudo isso é quando não podemos escolher e temos que aceitar o novo. Isso sem falar na adaptação da nova realidade, totalmente diferente do que se apresenta diante de seus olhos.


No entanto, a vida é curta, como sabemos. Por esse motivo e tantas outras razões, mudar é fundamental para viver de verdade. Mais do que isso. Sem mudança e riscos, como obter experiência e conseqüentemente amadurecimento? Nós, como seres humanos, precisamos aprender a sobreviver nas selvas em que vivemos, essas representadas, por exemplo, pelo cenário da cidade grande. Utilizo esse exemplo ``selvagem`` pelo simples motivo que, nesse ambiente, a importância de se adaptar é importante para a questão da sobrevivência.



Conheço pessoas que adoram qualquer tipo de mudança, mesmo que essa cause pequenas e nem sempre tão visíveis alterações em suas vidas. Para elas, o diferente acaba se tornando natural de certo modo, mas não previsível. E é isso que torna as coisas interessantes. Para os mais resistentes, é como fazer exercício ou qualquer outra atividade física aos quais não estão acostumados. Dói, queima e dá vontade de parar sem pensar duas vezes. Ou então, voltar atrás. Rebobinar a fita e fingir que nada aconteceu e tudo voltou a ser como era antes. Tudo em seu lugar, como devia estar.



Enfim, escolher a mudança em maior ou menor grau é pular do alto de uma ponte sem olhos vendados pronto para correr toda a sorte de riscos. Mudar é sentir o coração bater e acelerar como se todas as suas veias estivessem em sintonia com o perigo. Nunca esquecendo, é claro, que para existir uma história tem que ter verdade.