domingo, 26 de dezembro de 2010

É pela verdade que escrevo .. e pra mim também!

É pela verdade que escrevo...
Pra jamais subestimar ou superestimar o que já me aconteceu...

Aqui entre nós, ainda que de forma inconsciente, todos acabamos por enfeitar, omitir ou apagar momentos que vivenciamos e ideias que tivemos.

É natural. É humano.

Mas eu simplesmente não admitiria, por exemplo, marginalizar o que já pensei ou desejei. Não me permitiria mentir para mim mesmo. Quero a certeza, sem lacunas, dúvidas ou imaginações. Quero a verdade para me conhecer, entender-me, crescer. Só assim me sinto forte.

Escolher a melhor maneira de agir, principalmente nos momentos mais difíceis - e de uma maneira que me satisfaça – fica muito mais fácil estando ciente do que me faz bem ou mal. Preciso estar consciente de quem fui, o que quis, o que me incomodou, o quanto evoluí... e a falta de registro camufla a verdade, deixa-me inquieto.

Então eu escrevo. Guardo debaixo de sete chaves, releio pelo menos uma vez por ano, dou risada, emociono-me. Porque o que de mais importante já passou pela minha mente, com os detalhes mais sórdidos ou perfeitos, nunca foram publicados neste blog. O que de mais relevante passou pelos meus pensamentos, está lá nos meus milhares de papéis, como uma testemunha fiel que não deixa eu me perder. E essa prática, tão simples e cotidiana, nada mais é que o complemento de um vídeo ou uma fotografia. É a prova de que a vida esteve ali. Repleto de felicidade e entusiasmo ou decepções e incertezas.

A memória seletiva pode fazer com que a maioria das pessoas perca partes algumas vezes preciosas de suas histórias. Porque a entropia se faz presente em toda a nossa trajetória: assimilamos só aquilo que queremos ou o que nos convém. E eu não quero perder nada e tenho orgulho de tudo.

Gosto da chance de poder visitar de vez em quando o meu passado - quase que enxergando o dia em que tive aquele papel e aquela caneta em mão e confirmar que tudo o que vivenciei tinha realmente porquê. Ou perceber que não é mudando o meu modo de agir, o famoso fazer o diferente, poderia buscar as coisas que quero. Ou ainda quem sabe me orgulhar ao constatar que tudo o que almejei se concretizou sem que eu passasse por cima dos meus valores.

Sigo meu caminho deixando rastro mesmo... para jamais esquecer quem eu sou, de onde vim e tudo o que passei para chegar até aqui, como sou hoje.

2 comentários:

Luiz Miguel disse...

Só reconhecendo o passado que podemos construir o futuro que desejamos!

Popejen disse...

Tb acho importante termos orgulho do q vivemos!!! Mesmo se td não saiu ha epoca como desejamos!!!

Mais o mundo está ai para que possamos escrever uma nova historia!

bjao