A escritora Adriana Falcão contou que, toda vez que precisa escrever um texto, sua cabeça passa por sete estágios sempre na mesma ordem:
"1. Não vou conseguir.
2. Toda vez eu penso isso.
3. E se eu ligar pro cara e disser que eu tive uma crise renal?
4. Toda vez eu também penso nisso.
5. Bem que eu poderia encontrar um texto guardado que não serviu pra outra coisa e servisse pra eu usar aqui.
6. Toda vez eu procuro e não encontro.
7. E se eu me matar?"
Quando ela resolve se matar, começa o desespero e se vê como uma derrotada, incompetente. Depois resolve tentar escrever, e começa a gostar do que produz, saindo da crise. Achei muito engraçada essa história porque baseado nos fatos do meu dia-a-dia me identifico muito. Sempre disse que nunca faria publicidade e propaganda porque não teria criatividade suficiente para, todos os dias, criar alguma peça, algum produto diferente. Mal sabia eu que o jornalismo também exige muita criatividade, exige o diferencial: sejam nas matérias mais longas ou nas pequenas notícias.
Começo a escrever minhas reportagens ou minhas reflexões com uma sensação de "vai ficar horrível" e só começo a me convencer do contrário quando estou lá no meio da escrita e tudo está indo bem - tolinho, como sempre no final tudo acaba bem. O feedback das pessoas que lêem acaba comprovando isso. Daí fico feliz pensando que da próxima vez não vou me desesperar, mas não adianta, essa tensão parece fazer parte do pacote quando a gente decide escrever seja como jornalista ou como um (a) escritor (a) por hobby.
Funcionamos muito bem sob pressão e muito melhor com grandes emoções... e não saberíamos viver sem isso. :)
3 comentários:
E vc nem imagina o quanto publicitaria precisa ser criativa!
Acho q essa sensação de q as coisas nunca saem do jeito q pensammos quando estamos realizando algo, se aplica de td profissão!
Serio q vc sempre pensa q seus textos estão ficando ruins???!!!
Pra mim sempre estao melhores!
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