Quando eu era mais novo tinha muito controle das coisas que falava ou de até onde podia ir na exposição dos meus sentimentos. Ganhei muito com isso, é verdade, mas talvez tenha muito perdido também. Nunca vou saber...
O passar dos anos me deixou mais maleavel na mesma proporção que menos orgulhoso, fato.
Em certas situações, confesso, tudo o que almejo é um esconderijo, só que, como dizem por aí, a vida não permite ensaios. E lá vou eu outra vez falar o que penso ou sinto. Pode ser que possa arrepender-me depois…
“É culpa da maturidade”, justifico.
Há anos eu achava que tinha medo de perder tudo: queria estar em todos os lugares, realizar várias coisas ao mesmo tempo e passava horas dissertando sobre o desconhecido.
Hoje, se algo me instiga, não consigo ignorar. Ainda que posso de ser mal interpretado, porém sinto o alívio de ter sido transparente. E além de dar mais valor ao que me surpreende, envolvo-me com muito mais intensidade. Porque não preciso deixar nada pra depois… sei o quanto a vida pode ser interessante e não admito desprezar o que me faz bem, sem ao menos correr o risco. Não dizem que existe sempre uma luz no final do túnel, mesmo que custamos a enxerga-la?? Se tiver oportunidade, vou quero tentar chegar na terra! Mesmo que o risco de morrer na praia, seja a principio mais evidente.
É como quando a gente experimenta algo maravilhoso e depois se torna mais exigente, sabe?
Um comentário:
Para insistir basta valer a pena!
Se não vale a pena pra quê insistir? Ao menos nunca poderás dizer: Eu nunca tentei!
No entanto existem casos, que a gente só vê que não vale a pena quando insistiu...
Arrependimentos acontecem, tem coisas que estão longe do nosso alcance. Não podemos controlar tudo.
Beijos ensolarados
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