segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ansiedade


Tenho consciência. sou muito ansioso. Quero tudo pra ontem e, de preferência, pra já. acho que é mal de jornalista. Trabalhamos sempre atrás do dead line... que a vida parece ficar sem graça quando não há pelo o que correr. Estranho. Mas é a realidade, e mais: a necessidade diária de resumir qualquer informação. Não tenho paciência para pessoas prolixas ou que precisam fazer uma introdução gigante até entrar no assunto de fato. Educadamente solto um "mas conta logo!". é incontrolável.
A profissão me deixou assim? horário? Mais uma neurose? Mas também pudera, né? Diariamente  a cabeça gira em torno de regressivas. as pautas precisam ser pontuais. Por isso, detesto atrasos na vida real. vôo, mas chego na hora, e acabei ganhando de presente uma mania de achar que todos devem ser assim... triste ilusão.

M
as essa ansiedade, fruto de um trabalho insano, me faz acreditar que tudo é passível de ser apressado. no restaurante, a demora pelo atendimento ou para chegar o prato é uma tortura, no cinema, qualquer atraso é sinônimo de inquietude: "ué, não começava às 18h?". Marcar as férias significa fazer contagem regressiva. viagens de avião começam sempre com uma oração para o horário ser respeitado. ficar doente é incomodação... faço de tudo para ficar boa logo (embora dificilmente o corpo me atenda).

Resultado: pequenos e repetitivos aprendizados de que é extremamente importante e saudável deixar o trabalho e todas as suas consequências do lado de fora da porta do nosso doce lar.




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