domingo, 1 de julho de 2012

Páginas da vida....

Esse post tambem poderia ser chamar O retorno, por ser o segundo do ano de 2012, mas resolvi mudar, sair do trivial.

Não, Não estou aqui para falar de novela de Manuel Carlos, mas sobre as mudanças que ocorrem em nossas vidas.





Conviver com pessoas extremamente diferentes da gente é sempre uma forma de aprendizado. Nem que a única lição que se tire seja constatar como jamais queremos ser ou pensar.

Seguindo esse raciocínio, ouvi algum dia de alguém:

- Essa sua capacidade de virar a página me assusta.

Respondi:

- E eu me assusto com a capacidade de estagnar na mesma página.

É, eu não consigo ir contra o que mais acredito nesta vida. Nem que pra isso perca a chance de contemporizar um diálogo qualquer.

Para quem não me conhece, esse pensamento pode até parecer frio ou racional demais. Mas a verdade é que eu tenho medo de gente que não consegue seguir em frente quando as coisas já não são mais satisfatórias. Que sempre encontra um jeito de complicar o que é simples. Sou a favor da praticidade e de abraçar com todas as forças as situações ou pessoas que surgem no nosso caminho. Ficar preso ao que já aconteceu é o jeito mais triste de não se permitir aproveitar o presente.

Como otimista assumido que sou, acredito que nascemos, acima de tudo, para a felicidade. E para sermos, digamos… lapidados ao longo da vida. Para nos tornarmos pessoas melhores mesmo. Se a transformação e a virada de uma ou várias páginas forem o caminho mais seguro para que isso aconteça, por que não?

Sei que todo mundo já passou por algo complicado de se desprender: uma ideia, uma atitude intolerante, um vício, um relacionamento, um sentimento, enfim. Só que eu também sei que persistência e disposição não são apenas palavras do dicionário. Toda mudança é uma questão de tempo e vontade. Quantas pessoas a gente conhece que passam a vida fazendo tudo igual e esperando resultados diferentes?

Não se trata de viver se arriscando, apostar em reviravoltas infundadas ou assumir uma postura que demonstre falta de personalidade, mas de gastar energia com o que realmente vale a pena.

Mudar, quando sinônimo de crescimento, sempre vale. Mudar para ser feliz, ainda mais.

sábado, 15 de outubro de 2011

Para refletir

Nunca veja o mal em ninguém.

Veja o bem.

Mesmo quando o mal for demasiado, tente encontrar o bem.

Porque é impossível encontrar um homem que não tenha nenhum bem em si.

E o que quer que você veja, cresce em você.

Esse é o segredo.

(Osho)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Vamos??

Vamos nessa, porque se não formos tudo perderá o sentido e a razão.
Vamos nessa, porque se ficarmos a vida será sinônimo de monotonia e mediocridade.
Vamos nessa, porque há quem precise de nós ou quem continue à nossa espera.
Vamos nessa, porque partindo construiremos algo e marcaremos essa nossa efêmera, mas rica existência com algum gesto.
Vamos nessa, porque não há tempo a perder com inutilidades e sofrimentos vãos.
Vamos nessa, para que os sonhos virem realidade e para que as palavras se transformem em atos de pura bondade.
Vamos nessa, porque hão de haver experiências inenarráveis a ser vividas e sorrisos a ser roubados.
Vamos nessa, para que os nossos pais e amigos se orgulhem de nós e para que não percamos esta nossa energia palpitante.
Vamos nessa, enfim, porque só haverá alegria e razão de ser nesta jornada se formos todos juntos, cada um de nós, explorar o desconhecido.

sábado, 1 de outubro de 2011

Desculpar

Desculpar-se é como abrir as portas do coração e deixar passar o orgulho esquecido e adormecido num canto qualquer. É libertar-se da culpa e do incomodo indizível. É aceitar a falibilidade humana e a importância indelével de quem se magoou. Desculpa-se é perdoar-se e amadurecer. É assumir o sentido negativo de uma palavra descabida ou de um gesto impensado. É pôr-se de joelhos diante do outro e aceitar a dureza de suas palavras amargas. Desculpar-se é renascer completamente. É conhecer-se e aos que um dia, inadvertidamente, machucou. É buscar no olhar do outro o perdão e nos seus gestos o afago de outrora. Desculpar-se é, enfim, arte pura, produzida neste difícil e traiçoeiro caminho denominado vida.

domingo, 18 de setembro de 2011

A caneta, minha companheira...

É bom tê-la comigo nos bolsos, na pasta, ao alcance das mãos. É bom saber que está ali, quieta, porém pronta para registrar os sentimentos que, por alguma razão, não consigo enclausurar dentro de mim. Sem você talvez, as palavras não teriam a força que têm, os versos não seriam relidos e as letras de música provavelmente não retratariam a inspiração momentânea que as fez surgir. Sem você grande parte do conhecimento teria se perdido e muitas paixões definhariam ante a ausência de cartas e declarações escritas de amor. Imaginar a minha vida sem você é o mesmo que me enxergar pela metade, sem a metade que a sua tinta insiste em mostrar aos outros. Tudo a revelar que, ao se encaixar por entre os meus dedos num rompante mágico de inspiração, transforma-se inegavelmente na extensão mundana da minha alma.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sol de Primavera


"Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos, quero ver brotar o perdão, onde a gente plantou, juntos, outra vez. Já sonhamos juntos, semeando as canções no vento. Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar. Já choramos muito. Muitos se perderam no caminho. Mesmo assim não custa inventar uma nova canção, que venha nos trazer sol de primavera, abre as janelas do meu peito, a lição sabemos de cor, só nos resta aprender..."